Anúncios
Entrevista da Harvard Review Magazine para o seu blog HBR IdeaCast com Sherry Turkle, professora do MIT e autora de “A Vida no Ecrã: A Identidade na Era da Internet” que lançou recentemente um novo livro: Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other.
Produtividade, Multitasking e Conectividade Constante
- Temos uma fantasia de que podemos usar a possibilidade de Multitasking para esticar o tempo mas a ciência já demonstrou que cada tarefa adicionada resulta numa perda de performance;
- A constante conectividade não resulta necessariamente em produtividade. Estamos tão ocupados a comunicar que não conseguimos pensar, relacionar-nos ou criar algo que acrescente valor. Será necessário dar um passo atrás e reavaliar os nossos valores pessoais e empresariais;
- As pessoas estão a ser esmagadas pelos múltiplos canais comunicacionais e pela necessidade de comunicar em todos eles (enviar email, sms, fazer follow-up por telefone…);
- Recebemos centenas de comunicações todos os dias e não é fácil geri-las pois exigimos respostas a uma velocidade avassaladora. O tempo de resposta torna-se mais importante do que a qualidade da mesma.
- A importância crescente de comunicações eletrónicas como o e-mail está ligada a uma tentativa de controlo do tempo e da resposta;
- Apesar disso, também conseguimos utilizar a constante conectividade de formas positivas e produtivas, por exemplo, quando temos que nos reunir para reuniões com pessoas de vários locais ou mesmo de vários países;
- As pessoas não querem falar do que está a correr mal porque sentem que não têm tempo para isso. Creio que é algo sobre o qual as empresas não estão a falar mas que precisam de fazer pois está a levá-las a uma mentalidade de censura. Não estamos a dar espaço às pessoas para debater os problemas;
- Cada tecnologia deve fazer-nos confrontar entre o que esta representa e os nossos valores. Isso é bom porque faz-nos parar e pensar o que realmente queremos, força-nos a construir as bases das nossas vidas, pessoais e profissionais. As tecnologias devem ser nossas parceiras;
- Estamos tão conectados que esquecemos que podemos, de fato, estar uns com os outros em vez de nos comunicarmos eletronicamente. Estamos a perder as nossas capacidades de colaboração;
- Das 6ªs-feiras “Casual”, sugiro também as 3ªs-feiras “Conversacionais” porque as pessoas necessitam de conversas face-a-face para falar das suas vulnerabilidades, o que não fazem por escrito;
Robótica
- É necessário existir uma conversação séria à volta da temática da Robótica e o que vamos fazer com esta tecnologia – queremos robots que nos ajudem ou robots que cuidem e ensinem as nossas crianças e os nossos idosos?
Dependência da Tecnologia
- Temos de deixar de pensar na tecnologia como dependência porque. olhando para a temática desta forma, a lógica será dizer que temos de abandonar as tecnologias e isso não é possível. Esta visão só deixa as pessoas deprimidas.
- Não se trata de desligar completamente da tecnologia. O que é necessário é que cada pessoa encontre a sua própria estratégia para lidar com a tecnologia e integrá-la da melhor forma na sua vida.
O melhor mesmo é ouvir a entrevista e ler este post do Tiago Doria Weblog sobre o novo livro da autora.
Anúncios