Mudanças no Facebook

 

A rede social criada por Mark Zuckerberg tem hoje 1,23 mil milhões de utilizadores activos por mês com 75% a serem mobile (e 30% a acederem apenas via mobile). Esta rede que continua a ser a principal em vários países e transversal a quase todas as faixas etárias (embora os adolescentes estejam a fugir para outras redes) tem andado em mudanças tanto em relação ao algoritmo como ao nível da estrutura de página e targeting.

O mural

Artigos sugeridos chegam ao FacebookEm algumas publicações já é possível ver que o Facebook passou a ter “artigos sugeridos” que podem interessar o utilizador. A plataforma integrou também as hashtags (#) e vai passar a incluir os trending topics (elementos que vêm do Twitter).

A rede social criada por Mark Zuckerberg está também a testar vários tipos de fonte de letra para o news feed uma vez que um dos objectivos do CEO passa por torná-lo cada vez mais parecido com um jornal.

A publicidade

O Facebook vai ainda retirar histórias patrocinadas do feed de notícias uma vez que este tipo de publicidade passará a ser redundante já que integrarão em todos os tipos de ads a parte de contexto social. Por outro lado, o Facebook passa a disponibilizar uma nova funcionalidade de targeting que permite atingir os utilizadores que visitaram um determinado site ou aplicação e que não realizaram, por exemplo, uma compra. É o retargeting a chegar ao Facebook.

Para além disso, as páginas empresariais vão passar a poder comentar directamente uma review à sua página.

Mudanças no algoritmo

Link com imagem - O Marketing Digital é um MundoEm termos de algoritmo, este passa a dar um pouco menos de importância a posts só com texto ou com textos com links escritos e sobe a importância a posts com fotos, vídeos e links a partir de uma imagem. Os primeiros não deverão ser menos importantes que os segundos, descerão apenas em grau de importância pois o Facebook detectou que as marcas estavam a tentar enganar o algoritmo, utilizando bastante os tipos de posts só com texto. A ideia é que o Facebook seja cada vez mais apelativo em termos visuais. O algoritmo do Facebook tinha sido actualizado há pouco tempo, passando a dar mais relevância a notícias e histórias importantes e menos a memes.

Paper, a 1ª aplicação do Facebook

Paper - 1ª aplicação do FacebookMark Zuckerberg, CEO da plataforma, indicou ainda que o Facebook vai também dedicar-se ao lançamento de várias apps. Foi hoje anunciada a primeira: “Paper”, o News Reader do Facebook que será disponibilizado dia 3 de Fevereiro. Nesta fase de lançamento, estará disponível apenas para Iphone.

Anúncios

Superbowl, as interacções sociais e o peso do mobile

 

trendrr_tv_superbowl47_infographicÉ um evento nos EUA que reúne audiências estrondosas e onde grandes marcas continuam a apostar em publicidade nos seus intervalos. A diferença é que, hoje em dia, muitas destas marcas já validaram os seus spots no meio online e muitos até já se tornaram virais mas, para estas, continua a valer a aposta no meio TV.

Não se escolhe necessariamente um meio em detrimento de outro, o que se faz actualmente é estar em múltiplos ecrãs porque já se percebeu que, também os utilizadores, navegam entre eles. É uma realidade de múltiplos media ((Northdrup: s/d). Hoje assistimos ao consumo de vários media em simultâneo, com diferentes ecrãs abertos ao mesmo tempo, não sendo raro estar em frente a uma TV e, ao mesmo tempo, ter o computador ligado e ainda estar a escrever no telemóvel. É aliás esta nova realidade que levou à ascensão da chamada Social TV, uma TV que se está a ver, ao mesmo tempo que se  comenta em outras plataformas não estando já uma pessoa a ver um programa sozinha mas em conjunto com outras pessoas com as quais estabelece uma conversa. É uma nova forma de interagir com o programa que, muitas vezes, embora ainda de forma hesitante, já é utilizada por certos programas para, por exemplo, receber perguntas dos espectadores em directo.

Interessante notar na infografia de Trendrr, que o Mashable apresenta no seu texto “Super Bowl Social Media Activity 3 Times Higher Than 2012“, que não só a interacção nos Social Media cresceu bastante entre 2012 e 2013 como 88% dos acessos foram feitos via mobile, sendo que nestes, o Iphone continua dominante (60%).

A salientar ainda a campanha da Oreo que soube aproveitar da melhor maneira os 30 minutos de corte de energia no Superbowl. É aqui que está a genealidade, no conseguir uma campanha brilhante quando a audiência está à espera de algo que não acontece e se transforma esse vazio numa mensagem. Exactamente quando a audiência perde a imagem e se vira para as redes sociais para falar sobre o assunto, surge uma marca que nos diz que mesmo no escuro se pode  comer uma bolacha. Tão simples e tão eficaz..

(Update 06/02/2013) Não esquecer também o exemplo português da Torke ao criar o site “Lyoncifica o teu nome logo que foi conhecido o nome da primeira filha de Luciana Abreu.

Frases inspiradoras do Mundo Digital

 

facebookA partir do artigo “11 Frases Inspiradoras do Mundo Digital”, do site Midias Sociais, gostaria de destacar algumas que me parecem bastante pertinentes e até óbvias mas de que muitas vezes as marcas se esquecem:

1- “There’s never been a better time to be in advertising, and there’s never been a worse time.” – Aaron Reitkopf, CEO da agência Profero

Actualmente há tantas formas de trabalhar a divulgação de uma marca que nunca existiram antes pelo que parece que nunca foi tão fácil fazê-lo. Ao mesmo tempo, a multiplicidade de janelas/ plataformas faz com que os públicos estejam cada vez mais fragmentados e que seja muito difícil captar a sua atenção. Isto acontece também porque todos os dias somos bombardeados com imensas mensagens, não só de múltiplas plataformas mas também, graças à Internet, de diversos países pelo que só algo muito relevante para nós conseguirá sobressair e captar a nossa atenção.

4- “The Best Marketing Strategy Ever: Care, Gary Vaynerchuk

Num artigo que li recentemente, defendia-se que as pessoas se ligam racionalmente e emocionalmente a uma marca. Se o racional está mais ligado a algo imediato (descontos, promoções), o emocional está ligado a um valor acrescentado, a uma estreita ligação com a marca. Esta segunda dimensão deve ser, cada vez mais, trabalhada pela marca porque a melhor forma de nos ligarmos a algo, chegando até a tornarmo-nos embaixadores da mesma, será ter com a marca uma relação afectiva. De salientar ainda que, quando a marca está em locais como o facebook, o que espero dela não será apenas promoções e divulgação da marca mas sim um canal de ligação directa nos dois sentidos (marca-consumidor e consumidor-marca).

6- Content marketing is a commitment, not a campaign. – Jon Buscall

conteudosO Marketing de Conteúdos é, cada vez mais, não uma forma de campanha/ publicidade mas um compromisso para com os consumidores e, tal como indiquei acima, há canais em que esperamos o tal valor acrescentado e um estreitamente da relação emocional. Cada vez mais o consumidor quer ser ouvido até porque sabe que, hoje em dia, se a marca não o quiser ouvir, ele terá uma grande audiência à sua espera. E isso pode resultar numa crise para a própria marca. Não esquecer que vários estudos já vieram indicar que:

9- “People influence people. Nothing influences people more than a recommendation from trusted friend. A trusted referral influences people more than the best broadcast message. A trusted referral is the Holy Grail of advertising.” – Mark Zuckerberg, Facebook

11 –  “If content is king, then conversion is queen, John Munsell, CEO da Bizzuka

converComo síntese de todas estas frases, nada melhor do que as marcas perceberem que “o conteúdo é o rei e a conversação a rainha”. Uma vez mais, as pessoas procuram valor acrescentado, que muitas vezes passam por conteúdos, até porque os produtos são, cada vez mais, semelhantes entre si. Assim, a diferenciação passará pelo valor acrescentado associado a cada produto, será o conteúdo, uma experiência, etc… Para além disso, o consumidor de hoje quer ser ouvido, ter uma resposta da marca e, mais ainda, sentir que o que está a dizer funciona como partilha com a marca, que esta utiliza os seus inputs para a enriquecer.

Para além de tudo isto, todas as acções de Comunicação e a forma de comunicar com os consumidores têm de ser sempre planeadas e trabalhadas tendo em conta as plataformas onde se está a comunicar. Planeamento, planeamento, planeamento! Bons conteúdos, criatividade e imediatismo (este último é muito importante mas não pode fazer com que se esqueçam os restantes) ajudarão a fazer o sucesso de um produto e a captar clientes fiéis, o que é, cada vez mais, difícil de encontrar no mundo actual.

TMT Previsões para 2011 – Estudo Deloitte

“O crescimento dos dispositivos móveis, a liderança da televisão no campo dos media, as oportunidades económicas ao nível do online e o aumento do tráfego internet e a resposta das operadoras são as principais tendências do estudo TMT Predictions 2011. Esta análise reflecte a visão da Deloitte sobre as grandes tendências nos sectores de Tecnologia, Media e Telecomunicações para os próximos 12 a 18 meses com impacto nas empresas.”

PC ultrapassado pelos smartphones, tablets e netbooks

O estudo refere que “as vendas agregadas de smarthphones, tablets e netbooks” irão ultrapassar as de pc’s que deverão estabilizar nos 400 milhões de unidades. “Apesar do PC não desaparecer, o caminho futuro aponta para a diversidade a nível de dispositivos, processadores e sistemas operativos, com alterações de modelos de negócio e o surgimento de novas oportunidades relacionadas com novos dispositivos, aplicações e periféricos.”

Outra das conclusões está ligada à ascensão dos tablets no mundo empresarial, partindo do efeito de contágio da utilização pessoal, das aplicações específicas para estas plataformas e o potencial em certos setores, como no auxílio à Força de Vendas.
Se em alguns sectores creio ser difícil isto acontecer, na área das vendas, como forma de auxilio na demonstração dos comerciais, creio que poderá ter um enorme sucesso.

“Ainda ao nível da tecnologia, Portugal acompanha a tendência internacional de diversificação de plataformas, terminando o domínio de um único sistema operativo no mercado de smartphones e tablets, durante 2011.” A luta será entre o sistema do iphone e o android, estando o último disponível num maior número de aparelhos.

TV como super media

“Nos media, a televisão mantém o domínio e deverá continuar a investir na sua reinvenção enquanto media de comunicação. Esta é uma tendência que se verifica tanto ao nível internacional como em Portugal. A Deloitte prevê que a televisão vai consolidar o seu estatuto de super media, com o aumento de audiência, devido ao crescente número de horas passadas em frente ao televisor, e crescimento das receitas de publicidade, subscrição, pay-per-view e licenças. A nível global, este fenómeno vai gerar um crescimento da publicidade na televisão de 135 mil milhões em 2007 para 145 mil milhões de euros em 2011, o que contrasta com o declínio nos jornais e revistas de 95 mil milhões para 70 mil milhões de euros no mesmo período. Paralelamente, os programas de televisão vão ser o tópico de conversa mais comum nas redes sociais, gerando mais de um bilião de tweets, e tornando-se num verdadeiro canal influenciador junto dos consumidores.” De fato, e ao contrário do que se pensava, a TV vai continuar a ser o meio, por excelência, de consumo de media. Aliás, assiste-se ao aumento de consumo de media e à utilização de vários media em simultâneo. A Internet não matou a TV nem se prevê que o venha a fazer, tal como a TV não matou o cinema… O consumo de conteúdos está muito ligado à procura do melhor ecrã disponível, e o melhor ecrã em casa ainda é o da televisão.

O estudo indica ainda que a proliferação da importância da TV se deve ao baixo impacto da proliferação de aparelhos de gravação. Nesta área, creio que assistiremos a uma alteração num futuro próximo uma vez que há cada vez mais pessoas com estes dispositivos (nomeadamente as conhecidas set-up-box dos distribuidores de conteúdos) e falava-se em my time em vez de prime time, algo que este estudo não assume pois caracteriza os consumidores como sendo ainda bastante passivos em relação ao meio TV. Creio que nas gerações mais novas, esta realidade já não se verifica. No meu caso, posso dizer que sou uma utilizadora frequente do meu gravador.

Redes Sociais com enorme potencial mas fraca concretização

A consultora Deloitte “prevê que, em 2011, as redes sociais ultrapassem a barreira dos mil milhões de utilizadores. Contudo, o investimento publicitário neste tipo de veículos será muito pouco significativo, menos de 1 por cento do investimento total. Para os novos media podem surgir fontes de receitas mais aliciantes do que a publicidade tais como sistemas de pagamento e e-commerce.” As Redes Sociais vão continuar a dividir opiniões e, segundo a consultora, poderão ser a próxima bolha dotcom.

Jogos em crescimento

O mercado dos jogos vai continuar igualmente crescer devido ao aumento da popularidade das redes sociais, dos smartphones e tablets, mas com base em fontes de receitas mais diversificadas. Uma percentagem cada vez maior de receitas virá de subscrições mensais, vendas de periféricos, taxas de serviços ou conteúdos extra e de compras e publicidade in-game nos mercados free-to-play (F2P) e Freemium.” É a diversificação da fonte de receitas e a estratégia de ter duas linhas, uma base que seja gratuita e outra de valor premium, que estará sujeita a pagamento. É a criação de valor adicional para justificar o custo.

Distribuição de Música Digital ultrapassa os formatos físicos

“A influência do online é igualmente sentida no campo da música com as receitas referentes à distribuição de música digital a ultrapassem as dos formatos físicos (CD).” Esta conclusão advém do acentuado declínio no mercado de CD e não necessariamente ao aumento das vendas em formato digital.

Telecomunicações – LTE aquém das expectativas, wi-fi com grande crescimento e videochamadas sem convencer

“No que toca ao sector das telecomunicações, a Deloitte prevê que, em 2011, a implementação da próxima geração de redes móveis, Long Term Evolution (LTE), irá ficar aquém das expectativas uma vez que as mais recentes tecnologias de 3.ª geração, com o HSPA+ e os equipamentos que as suportam, vão continuar a responder às actuais necessidades dos consumidores.“ O wi-fi vai crescer, “entre 25 a 50 por cento, face ao tráfego efectuado através de redes móveis (GSM/UMTS). A grande fatia deste crescimento deve-se ao aumento da procura relacionada com dados multimédia, onde o Wi-Fi irá ser a rede padrão.As videochamadas terão um crescimento modesto. “As razões podem ter a ver com o facto de uma vídeo-chamada ainda ser percebida como excessiva face a um simples telefonema e demasiado impessoal para uma conversa importante.”

Mais algumas tendências importantes

“Nas 18 tendências apontadas pelo relatório TMT Predictions 2011 estão ainda contempladas previsões como o valor da informação pessoal presente nas redes sociais e novos media como uma peça essencial para a área do marketing, o reforço do peso das energias renováveis com o regresso do hidrogénio, o crescente sucesso dos espectáculos de música face ao declínio das vendas das editoras e o E-Gov como o futuro sem burocracia.”

Fonte: Deloitte

Estudo completo, aqui.

Tablets – a nova plataforma que veio para ficar

A mostrar que a nova plataforma veio para ficar, para além do enorme sucesso de vendas, está o fato de algumas universidades norte-americanas estarem já a adotar “o iPad como uma ferramenta de ensino, utilizando as mais diversas aplicações multimédia como, por exemplo, animações que explicam problemas matemáticos complexos passo-a-passo.” Quem sabe a próxima geração de Magalhães não é um tablet… Creio que a utilização das novas plataformas só poderá resultar numa melhor educação e ajudar a voltar a ligar os alunos à escola,a fazer com que a vejam não como algo que são obrigados a fazer, onde são obrigados a estar mas como um mundo em que querem estar e em que, de fato, aprendem. De formas tão divertidas e úteis como pode ser a navegação na Internet e os videojogos de que tanto gostam.

De recordar que um colégio galego já tinha apresentado no início deste ano a sua mochila digital.

Dentro desta tema, creio que é muito interessante a notícia do lançamento de uma aplicação Ipad para medir a tensão, mostrando os gigantes da Apple que estão atentos não só à importância que atribuirmos, em geral e de forma crescente, à saúde e bem-estar pessoal mas também, claramente, um piscar de olho às faixas etárias mais velhas. Este fato é de extrema importância tendo em conta a estrutura populacional de pirâmide invertida dos países ditos desenvolvidos, uma vez que é também nestes que os valores disponíveis para consumo são mais altos. É assim uma forma de tentar chegar junto de faixas etárias que estão a crescer nestes locais e, por outro lado, de incentivá-las a utilizar as novas plataformas.

Actualizado a 07.01.2011:

Ler ainda, a propósito, “The Newsonomics of tablets replacing newspapers” de Ken Doctor onde o autor alerta para a necessidade de existir uma subscrição única do jornal/ revista, que inclua o acesso nas várias plataformas, e para a atenção com os preços praticados pela publicidade e os próprios custos dos jornais que devem refletir a crescente digitalização.

Internet ultrapassa TV como principal fornecedora de informação entre os 18 e 29 anos

Num estudo recente da eMarketer nos EUA, a TV continua a ser o mass media, por excelência, retendo 40% do tempo gasto no consumo de media, com a Internet a ocupar 23,5%. São resultados globais que demonstram a importância da televisão.

No entanto, um estudo recente da Pew Research Center for the People & the Press, também nos EUA, veio mostrar que, na faixa etária entre os 18 e os 29 anos a principal fonte de informação passou a ser a Internet, ultrapassando, pela primeira vez, a televisão. Ainda assim, nas restantes faixas etárias a TV continua a dominar como a principal fonte de notícias, tanto nacionais como internacionais, ainda que esta predominância tenha vindo a cair ligeiramente nos últimos anos.

Ver outras conclusões do estudo.

Via Ponto Media.

UKZ3G4FSETDB

Mashable

Previsões para 2011 – Mashable – Várias áreas.

Síndroma de abstinência de informação

Um estudo do ICMPA (Internacional center for Media and the Public Agenda) da Universidade de Maryland e da Salzburg Academy, realizado no Inverno de 2010, teve como objetivo demonstrar como reagimos a 24 horas sem utilização de media.

No seguimento do estudo Without Media com estudantes da Universidade de Maryland, foi lançado o estudo Unplugged com estudantes voluntários de 12 universidades de todo o mundo. A investigação consistiu em 24 horas sem acesso a computadores, telemóveis, ipods, TV, rádio e jornais, resultando no que foi apelidado de “desordem da privação da informação“.

Os resultados foram sintomas físicos e psicológicos de dependência. “Turning off mobile phones, avoiding the internet and tuning out of the television and radio can leave people suffering from symptoms similar to those seen in drug addicts trying to go cold turkey, researchers have found.

Os participantes no estudo foram incentivados a escrever diários onde mostraram sentir-se “nervosos, ansiosos e isolados“, procurando os dispositivos mesmo quando sabiam que não estariam lá. Por outro lado, o tempo que descobriram ter livre serviu para que dessem passeios a pé ou visitassem amigos, em vez de estarem sentados ao computador.

A maior dificuldade percecionada foi a falta de música, sentindo os participantes o silêncio como algo “bastante desconfortável“. Por outro lado, à medida que se habituavam a esta abstinência, mais atentos ficavam aos sons naturais como os pássaros a cantar ou o que os vizinhos estavam a fazer.

De fato, estamos tão habituados aos media que é difícil passar sem eles, tal como é difícil fazer um trabalho sem aceder à Internet. De qualquer forma, o ser humano tem uma capacidade enorme de adaptação (ainda que a mesma possa ser mais ou menos difícil) e aprende relativamente rápido a arranjar alternativas com os meios disponíveis. De qualquer forma, e até porque estamos a começar um novo ano, vale a pena pensar nesta dependência dos media, não necessariamente algo mau, mas algo que deve ser complementado com outras atividades.

Dr. Gerodimos, da Universidade de Bournemouth, citado pelo The Telegraph, conclui o comentário ao estudo com a sugestão “If we become a bit more aware how we are using this technology, it might help us to control the effect it has on us. Perhaps everyone should try going without it for a day every year.

Outros links interessantes:

Blogue dos participantes no estudo Unplugged da Universidade de Bournemouth

BBC – Unplugged: Living Without the Media

Consumo de Media continua a crescer

Segundo um estudo da eMarketer sobre os EUA (mas que, creio, será válido também para a Europa) o consumo de media está a aumentar globalmente, ou seja, continuamos a consumir cada vez mais media (de 635 minutos em 2008 para 660 minutos em 2010). A TV e o vídeo (não online) continuam a ser os meios dominantes.

De salientar que o mobile tem apenas 7% do tempo total gasto com os media mas apresenta a maior taxa de crescimento do setor (21,9% em 2009 e 28,2% em 2010). Também a crescer está a Internet (embora em ligeiro abrandamento uma vez que cresceu 6,6% em 2009 e 6,2% em 2010). A TV, que continua a ser o meio dominante, apresentava um crescimento de 5,1% em 2009 e descresce em 2010 1,1%. A rádio está a decrescer ligeiramente e as revistas e jornais apresentam uma queda acentuada. (De que só foram considerados a rádio via éter e imprensa impressa, não entrando aqui a vertente online).

A ler o artigo completo da eMarketer.

As tendências de consumo dos media são importantes para os Marketeers perceberem onde estão os consumidores e explicam o fato da publicidade online ter ultrapassado a publicidade em jornais bem como o fato do investimento em Marketing Directo (essencialmente na área online através do email marketing e do investimento em social media) mostrar tendência para crescer. Mas atenção, o investimento, por exemplo, em social media, não deve ser feito pelas razões erradas, deve fazer parte de uma estratégia.

Potenciais “embaixadores” de marcas e presença online por género

Jovens online são potenciais embaixadores de marcas” diz o Fibra segundo um estudo da Omnicom Group. Já sabíamos mas este estudo, relativo aos EUA, vem confirmá-lo.

O estudo centra-se ainda na predominância da faixa etária feminina jovem “aproximadamente um quarto das raparigas entre 13 e 18 anos despende, pelo menos, 3 horas por dia online e outros 37% estão pelo menos 1 a 2 horas diárias a navegar na web.” De salientar que o Facebook e YouTube são as redes sociais que registam maior presença online relativamente a esta faixa etária.

Muito interessante é também a divisão por géneros sobre o acesso às várias redes sociais. A infografia é de 2009 e foi feita pelo site Information is Beautiful a partir da informação compilada por Brian Solis, com dados Google Ad Planner. Post descoberto em The Next Web. Post original de Brian Solis.