Ponto Media faz 10 anos e brinda-nos com a sua experiência

Ponto Media é um dos mais antigos blogs sobre Media em Portugal e comemora 10 anos dia 2 de Janeiro. Até lá, o autor do blog, António Granado, promete “10 posts que reflectem alguma da experiência que fui ganhando com este weblog. Uma maneira de dar as boas-vindas à segunda década do século XXI.”

O 1º post já está online e é sobre as 10 tendências para 2011, seleção publicada também hoje na revista Meios & Publicidade.

António Granado é jornalista e já foi editor de Ciência e mais tarde de Online do Jornal Público. Actualmente, é Coordenador da Redação Online da RTP. Granado dá ainda (excelentes!) aulas de Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa, tendo desempenhado anteriormente as mesmas funções na Universidade de Coimbra.


Como tendências, António Granado identifica a aposta nos conteúdos móveis, a perda de influência e publicidade por parte de quem queira fazer pagar por conteúdos medíocres, o arranque em força da geo-localização, a redução das redações e o aumento do jornalismo de nicho e hiperlocal que poderão acabar com os media tradicionais, a qualidade do conteúdo como pedra basilar do Jornalismo, os tablets que não serão a salvação da profissão, a escalada da procura do vídeo pelos utilizadores (à qual os media terão de saber responder), as redes sociais como porta de divulgação dos media, a venda de produtos e serviços, o aumento do chamado “jornalismo do cidadão”, gerado pela co-criação e também o aumento de jornalismo de base de dados que permite trabalhar grandes quantidades de informação.

O melhor mesmo é ler o original.

Para conhecer um pouco mais da história deste blog, sugiro a entrevista de António Granado ao Diário2.com, na altura em que o Ponto Media completava 9 anos.

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Brian Solis esteve em Lisboa

As redes e os meios sociais são grandes disruptores e ainda temos muito a aprender sobre o que se passa nelas. É muito mais que marketing e serviço ao cliente. É a necessidade de reorganizar a empresa toda em torno da emergência deste novo consumidor social e sua influência. Qualquer divisão afectada pela actividade exterior será forçada a criar processos para ouvir e até interagir. A empresa do futuro será social.

Excerto da entrevista de Brian Solis, fundador da FutureWorks e autor de um dos livros-sensação de 2010, “Engage”. A ler, no Jornal I.

O tek.sapo destacou as palavras de Solis sobre a “empatia (que) será um dos principais conceitos a ter em mente na altura de apostar nas redes sociais para promover uma marca. (…) Brian Solis realçou que actualmente a Web ainda é dominada pelo gráfico social, baseado nas relações pessoais e conhecimentos dos utilizadores, mas de futuro as ligações serão dominadas por um gráfico baseado nos interesses desses utilizadores, fazendo do contexto a relação mais importante entre os conteúdos“.

O autor esteve em Lisboa para ser um dos oradores do Upload Lisboa Pro.

O online em movimento – RFM e Jornal I

Enquanto a rádio líder em Portugal, RFM, aproveita a fuga de públicos para outras plataformas (ou, pelo menos, a sua fragmentação pelos vários canais), para lançar o seu canal online, o Jornal I apresenta uma nova plataforma com o objetivo de “contribuir para o bem-estar da população que procura informação sobre temas específicos.”

Com o mote “vê o que ouves”, a RFM Vi estará disponível num site próprio, mas também em versãomobile, adaptada a smartphones, disponível no iPhone e brevemente em aplicações para AndroidiPad (… e) vai para o ar dia 20 de Dezembro.

A plataforma foi criada após um estudo, feito pelo próprio jornal, acerca daquilo que a população precisava, pensando também numa maneira inovadora quer para o i, quer para os seus leitores. Dividida, por ora, em 6 temas (o i tem como finalidade chegar aos 18 temas), esta plataforma aborda áreas como a educação, saúde, festas & lazer, trabalho & carreira, educação e motor. Em todas, os utilizadores podem partilhar experiências, comentar e encontrar informação útil e prática.

Fonte: Jornal Briefing e Marketeer

Marketing B2B nos Social Media – via Mashable

As empresas B2B estão a usar cada vez mais os Social Media mas nem sempre da forma mais eficaz, diz o Mashable, citando algumas conclusões de vários estudos: “One report found that only 32% of B2B companies engage with their customers on a daily basis via social media. Another discovered that 46% of B2B marketers thought social media was irrelevant. And another found that 60% of B2B firms have no staff dedicated to social media and just 10% of B2B firms use outside agencies or consultants. While the vast majority (86%) of B2B companies use social media for marketing, it’s clear there’s considerable room for improvement.

O Mashable considera que o investimento online está a crescer e cita um estudo da consultora Forrester Research que acredita que o investimento interactivo vai duplicar de 2009 para 2014 atingindo 54 biliões de dólares. No entanto ““many marketers are diving into social marketing without a coherent social marketing strategy.”, diz Michael Greene da Forrester. Porque, tal como no Marketing, o Marketing Online também necessita de ter uma estratégia, um plano e, mais do que isso, que esse plano seja integrado na estratégia global de Marketing da empresa. “Social media goals should support overall marketing goals”, diz Chris Chariton, Vice-Presidente de marketing services and product management for GlobalSpec, citado no artigo.

O Mashable sugere ainda 10 ferramentas essenciais de Social media para os Marketeers B2B que pode ser interessante ter em conta.

Online / Offline

O número total de utilizadores mundiais de Internet estará prestes a superar a meta dos dois bilhões até o final do ano, segundo as previsões de um relatório da International Telecommunications Union (ITU).” De notar ainda que “cerca de 90 por cento da população mundial está coberta por redes móveis” pelo que a aposta nesta área, tal como já indicado, será certamente uma aposta ganha.

Apesar de ser um número bastante significativo, “um inquérito do Eurobarómetro da Comissão Europeia, (indica que) quase metade dos lares europeus não possuem uma ligação à Internet, apesar da mudança geral para o trabalho para casa e móveis“. Uma realidade algo surpreendente quando falamos da Europa mas facilmente perceptivel quando apontadas as razões: custo, segurança e qualidade da banda larga. Assim, “cerca de 43 por cento dos europeus não estão ligados à internet, contudo as assinaturas de banda larga e pacotes de TV aumentaram em cerca de 9 por cento desde 2007, e 38 por cento dos inquiridos afirmam pagar por dois ou mais serviços“, notando-se uma tendência para que o consumo de telecomunicações/ conteúdos seja feito em pacote, o 3play ou até o 4play parece ser a tendência.


Fonte: Newsletter Obercom nº 60 Outubro 2010
(Observatório da Comunicação)

Facebook vs Twitter

O site Midias Sociais fala de “um estudo recente da Forrester (que) inverteu a sabedoria convencional, afirmando que os seguidores do Twitter podem ter o potencial para ser mais valiosos do que os fãs do Facebook no futuro. Enquanto não se pode quantificar o fã ou seguidor, com um valor absoluto (embora muitos tenham tentado), o estudo confirmou que os seguidores do Twitter estão mais propensos a comprar de marcas que seguem (37% vs 21%), e recomendar as marcas para os amigos (33 % vs 21%). Esses dois fatores são os critérios pelos quais muitas das campanhas de mídia social são medidas”.

Passando por alguns casos de sucesso e pela explicação das especificidades de ambas as plataformas, o site conclui que “talvez uma bem sucedida estratégia de mídia social não se trate de descobrir o valor monetário de um fã no Facebook versus um seguidor do Twitter, mas envolve a compreensão de cada canal social e as vantagens de ambos. Até que a marca faça algo para criar valor e interagir com os fãs, eles não têm nenhum valor. Acumular fãs é o primeiro passo, mas se envolver com eles trará o retorno sobre o investimento que as marcas estão buscando“.

E creio que é mesmo essa a chave, perceber as diferentes potencialidades e especificidades de cada tipo de rede social sem esquecer que, para sociabilizar é necessário envolver-se com os fãs/ seguidores mais do que apenas estar. Creio que as marcas/ empresas que estão no facebook / twitter sem responder aos comentários dos utilizadores não estão realmente a interagir com eles nem a respeitar a multilateralidade de comunicação que esperamos nas redes sociais. Não entendem as especificidades de comunicação destes canais, logo não conseguem potenciar ao máximo estas ferramentas.

O mobile será (é) uma realidade

 

Já não é novidade para ninguém, até porque o estudo já tem algum tempo mas creio que é importante recordar: o estudo apresentado em Dezembro de 2009 pela Morgan Stanley indica que, dentro de 5 anos, o acesso à internet móvel irá ultrapassar o acesso à internet através do pc, estando este acesso a crescer muito mais rapidamente do que cresceu o acesso à internet a partir de casa.

Este crescimento está intimamente ligado às aplicações como o Facebook que permitem a actualização atravéss do telemóvel e, mais recentemente (pelo menos em Portugal) à chegada dos smartphones que tenderão a ser cada vez mais baratos. Tendo em conta que grande parte da população dos países desenvolvidos tem telemóvel (ou até mais do que um telemóvel no caso de Portugal), é fácil perceber que a penetração da internet móvel poderá crescer rapidamente quando o seu acesso for mais barato e pudermos utilizar maior largura de banda (com a chegada da TV digital poderemos vir a utilizar o espectro remanescente para as redes móveis – dividendo digital). E este acesso móvel poderá ser utilizado para tudo. O que significa que os marketeers deverão estar atentos a este crescimento e posicionar-se já nas novas plataformas, tendo o cuidado de ter páginas com visualização adaptada para estes dispositivos. E claro, aqui as redes sociais têm um papel muito importante. Interessante a infografia apresentada por Sofia Pichihua para explicar Por qué usar social media en tu campaña (infografía).

Não esquecer que existem vários de redes sociais: horizontais, verticais, blogging, bookmarking, agregadores, multimedia, wiki e mundos virtuais. É importante estar em vários tipos de redes sociais (escolhendo as plataformas que melhor se adequam à comunicação pretendida). E, mais do que isso, não esquecer que as redes sociais são locais de sociabilização, de comunicação multidireccional pelo que não basta estar, é necessário interagir com os utilizadores e actualizar constantemente a informação. Infografia das redes sociais mais importantes de 2010.

Será que a rádio vai sobreviver?

Este foi o tema que GERD LEONHARD veio discutir a Portugal no âmbito da Conferência Internacional A Rádio em Portugal e o Futuro, integrada nas comemorações dos 75 anos da Rádio Pública.

Leonhard comecou por indicar que se aproxima um tornado que vai (já está) a mudar o mundo dos conteúdos / plataformas de distribuição. As plataformas móveis estão a crescer bastante e é para elas que nos devemos dirigir, ou melhor, perceber o seu crescimento, investir nelas mas, mais do que isso, estar em todas as plataformas porque o cliente / consumidor estará em qualquer lado.

A banda larga será cada vez melhor e o crescimento das plataformas móveis associado à utilização de smart-phones será uma realidade em poucos anos, quando o preço for mais próximo dos 10 dólares praticados na China para estes dispositivos. E este crescimento interessa não só às empresas como também ao Governo que poupará bastante quando tiver apenas que contactar com os contribuintes de forma virtual. Os dispositivos móveis não são apenas utilizados como telefone ou para navegar na internet (embora aqui se possa fazer tudo o resto…), passam a ser também uma outra janela para a TV e para a rádio. Passamos do que Gerd apelida de “Cultura do Broadcast” para “Cultura de Broadband“.

A chave, para Gerd Leonhard está no acesso (numa primeira fase) e o acesso deve ser livre pois o consumidor/ utilizador não está disposto a pagar para aceder a conteúdos (ou apenas pagará um preço ridiculamente baixo que se justifique, por exemplo, 10 euros por mês para ver todos os filmes numa determinada plataforma). É o que o Leonhard considera “Economia do Acesso” e já não uma “Economia da Cópia”. O futuro para os broadcasters passará, segundo o CEO da The Futures Agency, pela incorporação de potencialidades interactivas e on-demand e pelo acesso ao arquivo de conteúdos completos. E aqui põem-se também problemas às distribuidoras de TV por cabo uma vez que, quando os consumidores tiverem tudo na Internet com largura de banda suficiente para disfrutar destes conteúdos, porque haverá pessoas a pagar mais por TV por cabo?

É verdade que existem batalhas sobre o que é legal, sobre direitos de autor, etc e existem também muitos lobbys de distribuidores contra esta questão do livre acesso. Mas Gerd levantou uma questão pertinente: se há imensos programas / sites que disponibilizam estes conteúdos, se o seu autor não o disponibilizar (fazendo-se pagar através de publicidade, patrocínios ou mesmo de um pequeno fee), ele estará a perder a sua oportunidade de negócio. Leonhard acredita que esta questão estará ultrapassada dentro de 5 anos e que o Estado terá uma papel determinante na sua resolução. Aliás, recorda o consultor, quando a rádio começou nos Estados Unidos levantaram-se muitas vozes contra a sua legalização porque se acreditava que ninguém compraria música que pudesse ouvir sem pagar. A questão foi ultrapassada e hoje este argumento é considerado risível. Agora, pensemos um pouco, não é o mesmo que estamos a fazer com o acesso a músicas na Internet? Se já existem vários programas de agregadores de música em que podemos fazer a nossa playlist sem qualquer download (apenas em streaming) e que podemos levar e ouvir em qualquer lado, porque não poderá a rádio / TV, que tem uma licença para transmitir estes conteúdos via broadcast, estar também no online?

Mas depois do livre acesso, coloca-se outra questão: o que ver / ouvir numa imensidão de conteúdos com que somos bombardeados / temos acesso todos os dias? É aqui que entram as rádios e as TV’s. E é aqui que, segundo o autor, estará o futuro da rádio/ TV: no papel de filtragem. Depois de passarmos a fase de querermos ter acesso a tudo, passamos a querer apenas os conteúdos que mais nos interessam. Já não será o “como” acedemos aos conteúdos mas sim o “que” aceder. O futuro estará no “contexto” e na “relevância” e é nestas áreas que as actuais rádios e TV’s ainda se podem posicionar e vencer. Mas do que relevância, será o papel da confiança a estar em destaque. Se hoje ouvimos esta ou aquela rádios porque nos identificamos com ela, é porque temos confiança em quem está a escolher aquela música. E o mesmo se passará no online/ móvel. Mas atenção, diz Leonhard, esta janela de oportunidade já pode ter passado em alguns países. Em Portugal ainda estamos a tempo mas, estima o autor, os broadcasters terão um máximo de dois/três anos para vencer no mundo dos novos media / novas plataformas em que o utilizador quer aceder a conteúdos na melhor janela disponível (não importa qual).

E, termina Gert Leonhard, “na batalha pela atenção, os que se tornarem ou se mantiverem relevantes, serão os que vencerão” sem esquecer que a “fragmentação de ouvintes/ espectadores/ utilizadores requer uma fragmentação na oferta de programas”. A forma de vencer será “adicionar valor” ao conteúdos e “fish where the fish are”, ou seja, estar onde estão os consumidores / utilizadores, isto é, estar em todas as plataformas, identificando os melhores veículos para cada tipo de mensagem/ conteúdo.

Ver a apresentação em Power Point de GERT LEONHARD desta conferência.

Ver um pequeno vídeo gravado por Rogério Santos desta apresentação

Acompanhar GERT LEONHARD no site http://www.mediafuturist.com/

10 Interesting Social Media Statistics

In: jeffbullas.com

Muito interessante.

Concurso para novo sistema de Audimetria

“A CAEM convidou as empresas Marktest, Kantar Media/TNS, GFK, AGB Nielsen e Euroexpansão para o concurso do novo sistema de audimetria, enviando cartas com informação sobre o caderno de encargos (especificações técnicas e projecto de contrato).”

Via: Indústrias Culturais