Facebook – Aquisições e algumas mudanças

Facebook chega ao Windos Phone e prepara-se para adquirir a Titan aerospaces

No Mobile World Congress em Barcelona, Marck Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, realçou a sua aposta no projeto internet.org que consiste em levar a internet aos 2/3 da população que ainda não dispõem desta tecnologia.

Drones da Titan Aerospaces, empresa que vai ser adquirida pelo Facebook

Numa altura em que o Facebook messanger chega ao Windows Phone e depois da compra da aplicação WhatsApp, surgem agora notícias de que o Facebook irá adquirir a empresa Titan Aerospaces.

No seguimento do projeto internet.org mencionado acima, o objetivo desta nova aquisição será construir 11.000 drones para levar a internet a locais mais isolados. Estes drones podem voar a uma altitude acima dos 65.000 pés (cerca de 20 km) e têm uma avançada tecnologia solar que lhes permite manterem-se no ar cerca de 5 anos, dando-lhes a possibilidade de serem uma espécie de satélite de baixo custo e de garantir o acesso à internet nas zonas em que se encontram.

A Titan Aerospaces é uma empresa recente e os accionistas duvidavam se conseguiria vir a cumprir os drones que está a projetar.

Nova estrutura de anúncios

Facebook Ad levels

A estrutura de anúncios no Facebook mudou dia 4 de Março, passando agora a ter 3 níveis: 1º Campanha – 2º Ad Set – 3º Ad, o que permitirá uma melhor organização dos anúncios e um relatório de campanhas menos complicado. Por exemplo, podemos fazer uma campanha para levar visitas ao site – esta campanha, no novo formato, ficará: 1º Visitas ao site, 2º segmento para a campanha (podem ser vários e ter diferentes horários e budgets), 3º anúncios.

As campanhas actuais não serão afectadas, passarão apenas a ter um ad level com nome, por exemplo, Ad level 1.

Botões de call-to-action

Power Editor - Anúncios com botões call-to-action

O Facebook lançou ainda recentemente os botões call-to-action disponíveis apenas no Power Editor tanto para anúncios como para posts.

O Inside Facebook testou um dos novos botões de call-to-action disponíveis na publicidade do Facebook e não notou alterações significativas em relação a anúncios sem botões de call-to-action. Na verdade, os resultados por conversão nesta página foram bastante semelhantes aos que não tinham este tipo de botões.

Yahoo vai retirar login através do Facebook ou Google

A Yahoo vai acabar com a opção de entrar com a conta de Facebook ou Google nos seus serviços. A empresa vai passar, gradualmente, a pedir um username Yahoo.

Anúncios

IBM e a tecnologia em 2018

 

Guardiao digital - a tecnologia em 2018

A IBM fez um estudo que prevê como será o mundo da tecnologia em 2018 e concluiu que:

Uma possível explicação para as compras no espaço físico ultrapassarem as compras online poderá estar relacionada com a capacidade de se fazer de uma loja um local de experiência, algo que adicione valor à compra, bem como o que indica o relatório, ou seja, uma capacidade maior de entrega no próprio dia.

Cidade e tecnologia em 2018

Se, por um lado, o avanço da tecnologia permitirá maior segurança ao nível da identificação da pessoa e melhores e mais rápidos tratamentos, utilizando a personalização em termos de ADN, por outro lado, este “big brother” em que se estão a transformar todos os momentos do nosso dia implicam graves quebras de privacidade e devem suscitar a discussão pública da mesma. Do mesmo modo, esta quebra de privacidade é já, actualmente, incitada pela própria pessoa quando partilha com o mundo (através das redes sociais) as suas fotos, locais de interesse, localização, etc. Com certeza não queremos um “1984” de Orwell…

Será importante existir um equilíbrio entre o que será o benefício da sociedade e do individuo e o que será a sua esfera privada, algo que já hoje é difícil de distinguir.

Entregas com drones – Amazon e outras empresas estudam a possibilidade

drone

Enquanto o gigante online Amazon estuda a possibilidade de fazer entregas em meia hora a clientes premium através da utilização de drones (algo também em estudo por outras empresas), sabe-se que essa realidade, a estar disponível, nunca será antes de 2015 até porque é necessária a autorização da FAA, a Administração Federal de Aviação, entidade responsável pelos regulamentos da aviação civil nos Estados Unidos.

“Se pode ser daqui a quatro ou cinco anos? Penso que sim. Vai funcionar e vai acontecer. E vai ser muito divertido”, garante Jeff Bezos, CEO da Amazon.

Não esquecer que este anúncio acontece depois da Amazon ter convencido os serviços postais a fazer entregas aos domingos e pode ser visto também como uma forma de pressionar a existência de regras de utilização de drones para fins não militares.

Importante ainda salientar o tráfego de drones que pode daí advir…

Perhaps first and foremost on this list includes the ability to “sense and avoid” other aircraft, especially those with people on board.

coruja

Em resposta a esta possibilidade de entrega da Amazon e, tendo em conta que nem todos os editores e livreiros são o gigante online, a livraria britânica Waterstones respondeu, com alguma ironia à mistura, que poderá fazer entrega de livros por corujas

Talvez voltemos ao tempo dos pombos-correio… não podem é ser livros pesados senão os animais não conseguirão levar a cabo tamanha tarefa…

Endereços de IP – do IPv4 ao IPv6

Não, os “endereços da Net (não) acabam “dentro de semanas”” apesar de alguns meios de comunicação social o terem entendido assim e terem escrito notícias com estes títulos. O que está a acontecer, esclarece Vint Cerf (um dos fundadores da Internet, responsável pelo protocolo TCP/IP) é que o atual sistema de endereçamento por IP (IPv4) está a atingir a saturação e e a internet pode passar por um período algo instável com a mudança dos endereços para IPv6.

“O crescimento da internet chegou ao seu tamanho atual utilizando a versão 4 do esquema de endereçamento (IPv4), que permite cerca de 4,3 biliões de endereços. Um novo sistema de endereços com um limite muito maior já foi criado, o IPv6, mas o processo de alteração está a ser bastante lento”.

Vint Cerf afirma que em Janeiro de 2012 o IPv4 deverá atingir o limite e não será possível continuar a utilizá-lo. Assim, recorda às empresas e a todos os utilizadores que é necessário fazer a alteração para o IPv6. O que pode acontecer durante esta mudança é que “alguns links podem ficar instáveis, tornando os sites e serviços difíceis de encontrar.” No entanto, “esta mudança terá de acontecer ou a internet não poderá continuar a crescer”, indica Cerf.

Vint Cerf recorda ainda que as empresas não poderão crescer se não tiverem um endereço online que possa crescer e que a questão do switchover será exacerbada uma vez que os dois sistemas de endereçamento não são compatíveis. Assim, com o crescimento de endereços de internet convertidos para o IPv6, os que continuarem em IPv4 podem deixar de ser possíveis de encontrar. No entanto, salienta um dos fundadores da internet “a net não vai parar durante a mudança mas o acesso pode tornar-se irregular”. Vint Cerf acrescenta que esta instabilidade pode durar anos uma vez que até o gigante Google demorou três anos a fazer esta mudança.

“De momento, apenas 1% dos dados enviados pela internet está em pacote IPv6, indica Cerf, concluindo que a mudança para o sistema de endereçamento maior deverá, neste momento, ser uma prioridade global”.

Ler notícia completa da BBC: “Internet pioneer Vint Cerf warns over address changes”

Será que a rádio vai sobreviver?

Este foi o tema que GERD LEONHARD veio discutir a Portugal no âmbito da Conferência Internacional A Rádio em Portugal e o Futuro, integrada nas comemorações dos 75 anos da Rádio Pública.

Leonhard comecou por indicar que se aproxima um tornado que vai (já está) a mudar o mundo dos conteúdos / plataformas de distribuição. As plataformas móveis estão a crescer bastante e é para elas que nos devemos dirigir, ou melhor, perceber o seu crescimento, investir nelas mas, mais do que isso, estar em todas as plataformas porque o cliente / consumidor estará em qualquer lado.

A banda larga será cada vez melhor e o crescimento das plataformas móveis associado à utilização de smart-phones será uma realidade em poucos anos, quando o preço for mais próximo dos 10 dólares praticados na China para estes dispositivos. E este crescimento interessa não só às empresas como também ao Governo que poupará bastante quando tiver apenas que contactar com os contribuintes de forma virtual. Os dispositivos móveis não são apenas utilizados como telefone ou para navegar na internet (embora aqui se possa fazer tudo o resto…), passam a ser também uma outra janela para a TV e para a rádio. Passamos do que Gerd apelida de “Cultura do Broadcast” para “Cultura de Broadband“.

A chave, para Gerd Leonhard está no acesso (numa primeira fase) e o acesso deve ser livre pois o consumidor/ utilizador não está disposto a pagar para aceder a conteúdos (ou apenas pagará um preço ridiculamente baixo que se justifique, por exemplo, 10 euros por mês para ver todos os filmes numa determinada plataforma). É o que o Leonhard considera “Economia do Acesso” e já não uma “Economia da Cópia”. O futuro para os broadcasters passará, segundo o CEO da The Futures Agency, pela incorporação de potencialidades interactivas e on-demand e pelo acesso ao arquivo de conteúdos completos. E aqui põem-se também problemas às distribuidoras de TV por cabo uma vez que, quando os consumidores tiverem tudo na Internet com largura de banda suficiente para disfrutar destes conteúdos, porque haverá pessoas a pagar mais por TV por cabo?

É verdade que existem batalhas sobre o que é legal, sobre direitos de autor, etc e existem também muitos lobbys de distribuidores contra esta questão do livre acesso. Mas Gerd levantou uma questão pertinente: se há imensos programas / sites que disponibilizam estes conteúdos, se o seu autor não o disponibilizar (fazendo-se pagar através de publicidade, patrocínios ou mesmo de um pequeno fee), ele estará a perder a sua oportunidade de negócio. Leonhard acredita que esta questão estará ultrapassada dentro de 5 anos e que o Estado terá uma papel determinante na sua resolução. Aliás, recorda o consultor, quando a rádio começou nos Estados Unidos levantaram-se muitas vozes contra a sua legalização porque se acreditava que ninguém compraria música que pudesse ouvir sem pagar. A questão foi ultrapassada e hoje este argumento é considerado risível. Agora, pensemos um pouco, não é o mesmo que estamos a fazer com o acesso a músicas na Internet? Se já existem vários programas de agregadores de música em que podemos fazer a nossa playlist sem qualquer download (apenas em streaming) e que podemos levar e ouvir em qualquer lado, porque não poderá a rádio / TV, que tem uma licença para transmitir estes conteúdos via broadcast, estar também no online?

Mas depois do livre acesso, coloca-se outra questão: o que ver / ouvir numa imensidão de conteúdos com que somos bombardeados / temos acesso todos os dias? É aqui que entram as rádios e as TV’s. E é aqui que, segundo o autor, estará o futuro da rádio/ TV: no papel de filtragem. Depois de passarmos a fase de querermos ter acesso a tudo, passamos a querer apenas os conteúdos que mais nos interessam. Já não será o “como” acedemos aos conteúdos mas sim o “que” aceder. O futuro estará no “contexto” e na “relevância” e é nestas áreas que as actuais rádios e TV’s ainda se podem posicionar e vencer. Mas do que relevância, será o papel da confiança a estar em destaque. Se hoje ouvimos esta ou aquela rádios porque nos identificamos com ela, é porque temos confiança em quem está a escolher aquela música. E o mesmo se passará no online/ móvel. Mas atenção, diz Leonhard, esta janela de oportunidade já pode ter passado em alguns países. Em Portugal ainda estamos a tempo mas, estima o autor, os broadcasters terão um máximo de dois/três anos para vencer no mundo dos novos media / novas plataformas em que o utilizador quer aceder a conteúdos na melhor janela disponível (não importa qual).

E, termina Gert Leonhard, “na batalha pela atenção, os que se tornarem ou se mantiverem relevantes, serão os que vencerão” sem esquecer que a “fragmentação de ouvintes/ espectadores/ utilizadores requer uma fragmentação na oferta de programas”. A forma de vencer será “adicionar valor” ao conteúdos e “fish where the fish are”, ou seja, estar onde estão os consumidores / utilizadores, isto é, estar em todas as plataformas, identificando os melhores veículos para cada tipo de mensagem/ conteúdo.

Ver a apresentação em Power Point de GERT LEONHARD desta conferência.

Ver um pequeno vídeo gravado por Rogério Santos desta apresentação

Acompanhar GERT LEONHARD no site http://www.mediafuturist.com/

A mochila digital ou a revolução na sala de aula

Um colégio galego decidiu apresentar as “mochilas digitais” em que os alunos passam a levar para as aulas apenas um e-reader previamente carregado com os livros que necessitarão e um tablet pc. É uma forma de “(…) cambiar la forma diaria de trabajar en el aula los profesores y los alumnos. De receptores a productores, eliminar el peso de las mochilas, reducir el coste del material escolar a medio plazo y aportar los valores éticos del software libre.”

Creio que o mais importante será mesmo o primeiro objectivo desta medida: “enseñar a profesores y alumnos a trabajar de forma colaborativa y creativa”. Porque é realmente disso que se trata, utilizar a forma colaborativa e criativa de trabalho que a Internet e os dispositivos electrónicos possibilitam e transportá-la para a sala de aula para que os alunos se sintam mais ligados à escola. É a integração das possibilidades da Internet para uma escola em que os alunos tenham mais vontade de estar e de participar, algo que já tinha falado aqui, relativamente à integração dos Social Media na sala de aula.

Dica de  António Granado

Por cá seria interessante que se investisse em algo do género… já temos um Magalhães (não sendo um tablet pc poderia, no entanto, ser aproveitado em sala de aula) mas qual está a ser, exactamente, o aproveitamento do computador em aula? Seria interessante analisar esta questão…

10º Fórum Brasileiro de TVs Universitárias

Um ideia interessante

A TV Digital pode abrir uma porta para a proliferação de tv’s universitárias e regionais, canais que poderiam servir de rampa de lançamento/ estágio para os futuros profissionais e também, pelo caractér mais experimental que teriam (pelo menos ao início) dar espaço a novos formatos que, por falta de não terem sido ainda testados, não chegam às tv’s nacionais.

Se calhar, por cá também precisamos de alguns debates/ conferêcias sobre este tema.

Internet, Televisão e o Futuro

“(…) o audiovisual é hoje um importante espaço de reflexão das mutações das sociedades modernas. É também um espaço de experimentação e representação que produz metáforas do mundo”
Francisco Rui Cádima

A Internet começou por ser uma rede usada para fins militares e, mais tarde, para pesquisa científica das Universidades. Na guerra servia para manter os dados valiosos do governo americano espalhados em vários lugares, em vez de estarem centralizados em apenas um servidor, o que evitava que se perdessem completamente em caso de explosão de uma bomba. Nas universidades foi utilizada para trocar resultados de estudos e pesquisas entre estudantes. Foi assim que nasceu a Internet.
Estava-se ainda muito longe de se perceber o potencial desta rede.
“A Internet como hoje (a) conhecemos, com (a) sua interactividade, como arcabouço de redes interligadas de computadores e seus conteúdos multimédia, só se tornou possível pela contribuição do Cientista Tim Berners-Lee e do CERN, Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire – Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, que criaram a World Wide Web, inicialmente interligando sistemas de pesquisa científicas e mais tarde académicas, interligando Universidades; a rede colectiva ganhou uma maior divulgação pública a partir dos anos 90.” [1]
Depois da explosão da “bolha” e de vários fracassos empresariais no negócio da Internet, várias empresas voltaram-se para outros campos e perderam o interesse na Web. Numa época em que pouco se percebia desta nova tecnologia, os desejos e a crença num sucesso imediato deitaram a perder grandes fortunas. Tinha tudo para dar certo mas…
O que faltava era a integração das pessoas com a nova ferramenta. Faltava tempo para se habituarem a ela e para descobrirem as suas potencialidades.

[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Internet (02.02.2007)

continua…

Que lugar para a "caixinha mágica"?

No ano de 2007 muitas questões se põem à televisão da nova era…era da Internet ou de algo mais do que isso, algo cuja identidade se revela numa súmula de plataformas, não no multimedia mas no multiple media, como refere Northdrup.

A Televisão já não pode ser entendida como estando sozinha no mercado. Já não é hegemónica e está, rapidamente, a perder terreno para o novo meio de comunicação. O pequeno ecrã passou a rivalizar com a Internet pela atenção dos espectadores. Entre o telejornal, a novela e a série já o espectador ficou a saber o que se passa no mundo e já viu aquele episódio perdido, o novo que ainda não estreou ou, simplesmente, aquele vídeo caseiro tão engraçado nas páginas da web.

A publicidade está a fugir para a rede e isso põe em causa a sobrevivência de outros meios de comunicação. Não será para já…mas eles poderão vir a colapsar. No mínimo, sofrerão grandes alterações e há que saber lidar com elas. Os anunciantes estão à beira de um ataque de nervos mas os programadores já perderam os cabelos. No meio de tudo isto, espera-se que as novas gerações aprendam com as anteriores e com todo o conhecimento disponível de modo a que a caixinha mágica possa ter um futuro.

E, já agora, que ele não seja negro.