25 anos da World Wide Web

 

Tim Berners-Lee criou a world wide web há 25 anosHá 25 anos Tim Berners-Lee inventou a world wide web, um vasto sistema de documentos interligados através de links na internet.

O cientista britânico tem hoje como mote “let the web serve humanity” e é responsável pelo World Wide Web Consortium (W3C), organismo que discute e aprova os standards para a web.

Tim Berners-Lee aproveitou a data comemorativa para apelar à luta dos cidadãos pela manutenção de uma World Wide Web “aberta e neutral”, através da aprovação de uma espécie de Constituição universal que salvaguarde os direitos de todos os utilizadores.

Este foi o documento original de Berners-Lee há 25 anos.

Facebook completa hoje 10 anos

10º Aniversário do Facebook - APPM.pt

O Facebook nasceu em 2004 na Universidade de Harvard. Começou por ser uma rede apenas para comunicação entre alunos desta faculdade mas saltou para fora destes muros e tornou-se a rede social mais utilizada em quase todo o mundo.

Mark Zuckerberg não podia estar mais orgulhoso desta criação “It’s been an amazing journey so far, and I’m so grateful to be a part of it. It’s rare to be able to touch so many people’s lives, and I try to remind myself to make the most of every day and have the biggest impact I can.”

Uma prenda do Mark Zuckerberg que resume os anos em que estivemos na plataforma – http://www.facebook.com/lookback

10 maneira como o Facebook influenciou o mundo – Visão

A história do Facebook – Do coursematch à rede que todos conhecemos – Pplware

Endereços de IP – do IPv4 ao IPv6

Não, os “endereços da Net (não) acabam “dentro de semanas”” apesar de alguns meios de comunicação social o terem entendido assim e terem escrito notícias com estes títulos. O que está a acontecer, esclarece Vint Cerf (um dos fundadores da Internet, responsável pelo protocolo TCP/IP) é que o atual sistema de endereçamento por IP (IPv4) está a atingir a saturação e e a internet pode passar por um período algo instável com a mudança dos endereços para IPv6.

“O crescimento da internet chegou ao seu tamanho atual utilizando a versão 4 do esquema de endereçamento (IPv4), que permite cerca de 4,3 biliões de endereços. Um novo sistema de endereços com um limite muito maior já foi criado, o IPv6, mas o processo de alteração está a ser bastante lento”.

Vint Cerf afirma que em Janeiro de 2012 o IPv4 deverá atingir o limite e não será possível continuar a utilizá-lo. Assim, recorda às empresas e a todos os utilizadores que é necessário fazer a alteração para o IPv6. O que pode acontecer durante esta mudança é que “alguns links podem ficar instáveis, tornando os sites e serviços difíceis de encontrar.” No entanto, “esta mudança terá de acontecer ou a internet não poderá continuar a crescer”, indica Cerf.

Vint Cerf recorda ainda que as empresas não poderão crescer se não tiverem um endereço online que possa crescer e que a questão do switchover será exacerbada uma vez que os dois sistemas de endereçamento não são compatíveis. Assim, com o crescimento de endereços de internet convertidos para o IPv6, os que continuarem em IPv4 podem deixar de ser possíveis de encontrar. No entanto, salienta um dos fundadores da internet “a net não vai parar durante a mudança mas o acesso pode tornar-se irregular”. Vint Cerf acrescenta que esta instabilidade pode durar anos uma vez que até o gigante Google demorou três anos a fazer esta mudança.

“De momento, apenas 1% dos dados enviados pela internet está em pacote IPv6, indica Cerf, concluindo que a mudança para o sistema de endereçamento maior deverá, neste momento, ser uma prioridade global”.

Ler notícia completa da BBC: “Internet pioneer Vint Cerf warns over address changes”

Hollywood descobre a Internet

“Los grandes de la industria del cine han aprovechado que el foco tecnológico está puesto en el CES para anunciar el relevo del DVD como formato popular de consumo de vídeo. Ultraviolet será la plataforma apoyada por los estudios para que el cine llegue, no solo a los hogares sino también a ordenadores y móviles en alta definición.”

Finalmente! Mais do que trabalhar contra a pirataria (o que é necessário mas algo inglório) é importante perceber a nova realidade e trabalhar a partir dela.

O futuro dos media

Um post de http://mediascopio.wordpress.com/ que me parece bastante pertinente.

Um ‘master’ de media da Escola Europeia de Gestão, presente em vários países, decidiu assinalar os seus 20 anos lançando um processo de reflexão e de auscultação sobre cenários dos media nos próximos 20 anos. O questionário preparado neste âmbito – que já começa a ter respostas – pode ser respondido por qualquer um. Aqui fica a tradução, com alguma adaptação pontual ao caso português. Alguém quer responder?

TELEVISÃO
1) Em que suporte se verá televisão em 2028?
2) Quais serão os programas mais difundidos pela TV dentro de 20 anos?
3) Qual será o futuro dos canais públicos?
4) A TVI, dentro de 20 anos, será…
5) Se tivesse de apostar num canal de televisão digital terrestre, em qual
apostaria?
6) Quais serão os grandes investidores em televisão no futuro, em Portugal?

IMPRENSA
1) Qual será o suporte da imprensa em 2028?
2) Qual será o primeiro jornal diário a desaparecer, nos próximos 20 anos?
3) Quais serão os jornais que conseguirão maiores lucros nos próximos 20 anos?
4) Que papel terá o leitor nas tr4ansformações da imprensa nos próximos 20 anos?
5) Como evoluirá o papel do jornalista nos próximos 20 anos?

CINEMA
1) Para si as salas de cinema irão mudar nos 20 anos que vêm aí?
2) Quem serão os produtores de cinema nos próximos 20 anos?
3) Qual será o país que será o maior produtor de cinema?

INTERNET
1) Se tivesse de imaginar a web nos próximos 20 anos, como é que ela seria?
2) Que derivas poderá a Internet acarretar para o sistema mediático?
3) Que soluções virão a ser encontradas para o problema da pirataria?
4) Que influência terá a Internet na relação do cidadão com a política, tanto em regimes democráticos que em regimes repressivos?
5) Que aspectos o fazem ser mais optimista quanto à evolução dos media nos próximos 20 anos?
6) E que aspectos o fazem ser mais pessimista?

GERAL
1) O cinema do séc. XXI será mais influenciado pela Xbox ou pelos irmãos Lumière?
2) Em que suportes se consultará predominantemente a informação em 2028?
3) Será que o consumo a pedido já ganhou ao “broadcasting” ?
4) Quem serão os donos dos conteúdos nos próximos 20 anos? Televisões? Operadores móveis? Editores? Produtores?…
5) Será que em 2028 ainda existirá algum título de imprensa escrita anterior à Internet?

Quem quer arriscar respostas?

História da TV Brasileira

Trabalhos de alunos ou nem tanto que podem dar a conhecer um pouco da cultura de uma país… quer se queira, quer não, a televisão faz parte da cultura e é vista por uma grande parte da população.

História muito resumida (03:36)
http://www.youtube.com/watch?v=BNMhPC5zv-k

História mais detalhada (20 minutos dividos por dois vídeos)
http://www.youtube.com/watch?v=MedL36RbV_Q
e
http://www.youtube.com/watch?v=KlKSfF4I4qo

Pérolas do YouTube

ELEMENTOS PARA A HISTÓRIA DOS MEDIA EM PORTUGAL – I

Um marco significativo nos últimos 15 anos foi o nascimento da televisão comercial (SIC em Outubro de 1992 e TVI em Fevereiro de 1993). Em 1995, escassos três anos depois do arranque, a SIC retirava à RTP (canal público) a liderança em termos de audiência, durante o período nobre da emissão, e que se alargaria ao resto do dia nos anos seguintes (Santos, 2002). A esta posição ganhadora da SIC iria responder a TVI, o outro canal comercial, que alcançara a posição de desafiante a partir de 2000 (Cardoso e Mendonça, 2006: 7), reservando-se para a RTP o lugar de resiliente.

O alcandorar-se ao lugar de ganhador por parte dos canais comerciais assentou em quatro vectores: 1) informação (de qualidade na SIC, que foi perdendo ao longo dos anos, tablóide na TVI, com sensacionalismo e muitas notícias sobre crimes), 2) novelas (em português do Brasil na SIC, em português de Portugal na TVI), 3) programação popular (e reality-shows na TVI), 4) “parasitagem” das revistas de televisão e cor-de-rosa às personagens dos programas populares (fofocas sobre vidas sentimentais, casamentos, divórcios e nascimentos de crianças), representando uma segunda narrativa face aos programas e com repercussão positiva na popularidade destes (audiências).

Há um outro ângulo a registar. No relançamento do debate do serviço público de televisão em 2002, Joaquim Fidalgo (2003: 14-15) considera o surgimento da televisão comercial (em Portugal e na Europa) como produto directo de factores políticos, sociais e económicos, em que inclui a desregulação do sector das telecomunicações e a mudança de paradigma quanto à concepção da televisão: da esfera social e cultural para o domínio económico e político.

Ainda na televisão, nasceram novas plataformas de transmissão, da qual a mais poderosa é a televisão por cabo (com redução do impacto da televisão por satélite, além da promessa ainda não cumprida do arranque da televisão digital por via terrestre). Pertencendo ao grupo PT, a TV Cabo apareceu em 1994 e tem exercido uma posição hegemónica, a que se seguem empresas como a Bragatel, Cabovisão, Pluricanal e TVTEL, algumas em situação financeira complicada. A televisão por cabo é responsável já por cerca de 15% da audiência média em televisão. Por seu lado, a televisão por satélite serviu para o nascimento de canais internacionais pertencentes aos grupos de televisão já existentes, casos da RTP e da SIC. Os mesmos operadores generalistas entrariam também na plataforma do cabo: SIC (Notícias, Radical, Comédia) e RTP (RTPN).

[continua]”

Texto de Rogério Santos no seu blogue http://industrias-culturais.blogspot.com/

A acompanhar.