Do WebSummit ao ClickSummit

 

O WebSummit, em Dublin, é um conjunto conferências na área da web com temas tão variados como content marketing, social buying, social selling, domótica, crescimento e planeamento de negócios, e educação para empreendedores digitais. São várias salas com conferências a decorrer em simultâneo e ainda expositores de várias start-ups que lá se encontram para se apresentarem a possíveis investidores.

De salientar que uma start-up portuguesa ganhou este ano o WebSummit batendo as outras 199 start-ups que se apresentaram no evento.

O Frederico Carvalho esteve lá e foi deixando feedback ao longo dos dias.

Por cá, vai realizar-se o ClickSummit de 20 a 26 de Novembro, conferências online e gratuitas, em tempo real, focadas em três áreas do Marketing Digital: Tráfego, Engagement e Vendas. A inscrição é feita em ClickSummit.org e as vagas são limitadas.

Existiu já um hangout com sugestões de livros e ontem um hangout sobre métricas e conversão com Virginia Coutinho, Frederico Carvalho, André Novais de Paula e Leonardo Oliveira. São hangouts de aquecimento para o ClickSummit.

O programa do evento já está disponível no site.

Novas alterações no Facebook

 

Estrutura dos anúncios e publicidade para mobile

O Facebook anunciou uma nova estrutura de campanhas com o Bidding, Targeting e Placement a passarem para o nível de Ad set, ficando apenas a criatividade ao nível do anúncio. A nova estrutura será lançada a partir de Setembro e ficará assim:

  • Campaign: Objective
  • Ad Set: Schedule, Budget, Bidding, Targeting and Placement
  • Ad: Creative

Alterações na estrutura de anúncios no Facebook

A rede social de Marck Zuckerberg anunciou também uma ferramenta que permite segmentar os anúncios com base na força do sinal de rede do dispositivo, ou seja, será possível limitar anúncios com grande carga de dados, como vídeos, para os utilizadores da rede social que tenham ligação forte à rede, como o 4G e disponibilizar anúncios mais leves para quem possua ligações mais fracas. A ferramenta estará acessível na área “Criação de Anúncios”, no “Power Editor” e na API.

Newsfeed: Links e combate ao click baiting

Exemplos de links em postsO Facebook vai actualizar o newsfeed e dar prioridade a links directos (com pre-visualização) em vez de links por escrito ou acompanhados de uma imagem. A rede social percebeu que os primeiros eram clicados mais vezes e, por isso, passa a dar-lhes mais prioridade no alcance orgânico.

click baiting é composto por cliques em posts no newsfeed que não transmitem informação completa e que levam ao clique para saber do que se trata, muitas vezes nem correspondendo ao texto do post. Este tipo de posts vão passar a ter menos importância.

O Facebook vai analisar o tempo de leitura na página de cada link destes posts e vai dar prioridade àqueles em que a pessoa estiver algum tempo (o que significa que o conteúdo é relevante) em detrimento daqueles em que a pessoa clica e volta logo ao Facebook (provavelmente porque o conteúdo não era relevante ou não estava ligado ao que anunciava). Esta funcionalidade é um bocadinho como funciona o próprio Google, dando mais relevância a sites que são mais visitados e nos quais nos demoramos mais cada vez que pesquisamos e entramos num deles.

Exemplo de post de click baiting

Exemplo de post de click baiting


Relativamente ao click baiting o facebook vai também ter em conta a relação de cliques em links com a interacção nos posts
, por exemplo, se um link é clicado várias vezes mas não tem “gostos”, “comentários” e/ou “partilhas” poderá significar que não é assim tão relevante e passa a ter menos prioridade no algoritmo do neswfedd.

O que capta a minha atenção #2

@THEELLENSHOW/TWITTER
@THEELLENSHOW/TWITTER

Começo por deixar as sugestões de John Hall, da Forbes, sobre várias conferências de Marketing durante 2014 e saliento ainda em Portugal o Upload Lisboa, que no ano passado não se realizou mas que este ano promete valer a pena.

Não posso também deixar sem menção o recorde que a selfie de Ellen DeGeneres bateu no Twitter, ultrapassando 1 milhão de retweets (RT) em apenas 45 minutos e 2,3 milhões até ao momento. A ideia era ultrapassar os RT’s da imagem de Obama e Michelle abraçados, logo após a reeleição do presidente norte-americano, objectivo que foi largamente alcançado.

O que capta a minha atenção #1

 

De trending a indiferenciado

O trending passa a indiferenciado quando se repete muitas vezes. Deixo um artigo de José Cerqueira, da Brandia Central, sobre o Naming do Bairro.

Facebook e Linkedin: mudançasRedes Sociais e Apps

Facebook simplificou a estrutura das campanhas de publicidade e o LinkedIn passou a ter a possibilidade de bloquear outros membros.

No seguimento da quebra do WhatsApp durante algumas horas, surgem artigos sobre alternativas, deixamos aqui as 10 apresentadas pelo Pplware.

Empresas de tecnologias

Evolução das empresas

Google quer vender smartphones modulares pelo equivalente a 35 euros, preço para a base do smarthphone onde os restantes elementos vão encaixar.

Encontrei também um gráfico interessante com os 15 anos de aquisições da Apple, Google, Yahoo, Amazon e Facebook.

Virus e Hacking

É importante ter muita atenção quando se navega em redes wi-fi uma vez que os virus podem propagar-se como uma gripe nestas redes.

Termino com a questão deste artigo: Why do companies keep getting hacked?“One reason is that security isn’t always a priority for developers in a rush to bring a product to market. Another reason is that humans are stupid.”

WhatsApp apresenta chamadas de voz

 

A aplicação mobile WhatsApp apresentou ontem a funcionalidade de chamadas de voz, no Mobile World Congress em Barcelona. A nova funcionalidade será lançada nos próximos meses.

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Depois da sua aquisição pelo Facebook, a aplicação esteve em baixo durante algumas horas no dia 22 de Fevereiro, com as apps Telegram e Line a assumirem-se como alternativas, conseguindo um grande volume de registos enquanto o WhatsApp esteve em baixo.

A compra do WhatsApp

A aplicação WhatsApp foi comprada pelo Facebook por 19 mil milhões de dólares (+- 13.800.000€), divididos por 4 mil milhões em dinheiro, 12 em acções e outros 3 em acções para colaboradores ao longo dos próximos 3 anos. Será que a aplicação vale este valor? Para o Facebook sim.

Os responsáveis das duas empresas garantiram ainda que o WhatsApp irá manter-se autónomo e sem publicidade, beneficiando dos serviços, infraestruturas e suporte financeiro do Facebook.

Facebook

De uma rede social para um estúdio de produção  – o Facebook não mudou o mobile mas o mobile mudou o Facebook.

A importância do WhatsApp

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O Facebook entrou em força no mercado do mobile com a compra do WhatsApp, depois de não ter conseguido adquirir o Snapchat.

O WhatsApp tem 450 milhões de utilizadores por mês e um milhão de novos assinantes por dia. 70% dos utilizadores da plataforma utilizam-na diariamente e a marca nunca gastou qualquer valor em Marketing. 

A aplicação estava a anos luz do Facebook na corrida do mobile e está ainda em países como a China, onde o Facebook é proibido. 

Curiosidades

Um dos criadores do WhatsApp, Brian Acton, foi rejeitado pelo Twitter e Facebook, depois de já ter trabalhado na Yahoo e Apple. Decidiu então juntar-se a um amigo e tentar o seu próprio negócio.

Algumas das convenções que o WhatsApp veio alterar.

A importância do digital para a área de Turismo

 

Segundo o estudo “Traveler Technology Survey 2013” do PhoCusWright, é notória a importância cada vez maior que os utilizadores dão ao mobile, sendo as suas duas maiores frustrações o tamanho pequeno do ecrã (51%), logo seguido das configurações dos websites ou aplicações móveis (36%) quando comparadas com o que vêem no computador.

No mesmo estudo, 47% dos inquiridos indicaram ainda poder utilizar o mobile para fazer alterações de reserva, provavelmente enquanto estão em viagens ou em filas, 39% indicaram poder utilizar esta plataforma para adquirir serviços externos e 37% concordou que a utilizaria para comprar bilhetes.

Traveler Technology Survey 2013

No estudo indicado, é também demonstrada a importância de plataformas como o TripAdvisor. 50% das pessoas que utilizam esta rede social considera que a possibilidade de comparação desta plataforma os faz “poupar tempo a planear”(51%) e encontrar o melhor hotel ao melhor preço (52%). 73% dos utilizadores indicam ainda que as fotos de outros viajantes os ajuda a tomar decisões.

O TripAdvisor e a importâncias das reviews é constatada ainda em mais alguns resultados:

A grande importância das reviews deve-se ao facto, várias vezes demonstrado, de que os consumidores acreditam mais em outras pessoas do que nas marcas.

Dentro da área de Turismo, o mesmo estudo comprova a esmagadora relevância das reviews:

As redes sociais verticais como o TripAdvisor são cada vez mais importantes nos seus nichos de mercado uma vez que em redes horizontais é mais fácil a mensagem perder-se. Para além disso, quem vai a este tipo de redes vai com um pensamento específico, geralmente ligado a uma acção que quer estabelecer.

O mobile tem vindo a mostrar-se como uma tendência a seguir mas a grande maioria das empresas ainda não percebeu o seu potencial e a necessidade de estar nesta plataforma com uma boa navegabilidade que será, no mínimo, ter um website responsive (que se adapte ao tamanho de ecrã). E que poderá ser muito mais: fazer conteúdos próprios para esta plataforma, ter promoções específicas para os consumidores que acedem a partir destes dispositivos ou até ter uma aplicação mobile (neste caso a mesma terá de ser muito relevante para que as pessoas a queiram utilizar).

Marketing Digital – site, social media, crossmedia e web colaborativa

 

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Na era do Marketing Relacional, o mais importante é colocar o cliente no centro da estratégia: ouvi-lo, dar-lhe atenção, construir uma relação com ele e aprender, de forma a melhorar não só os produtos/ serviços que oferecemos mas também a forma de nos relacionarmos com os consumidores.

Com o advento do online e das novas tecnologias, o Marketing Digital tem vindo a ganhar terreno, não significando isso que o Marketing dito “tradicional” está morto ou que deixou de ter relevância.

Estratégia Digital

Dentro da estratégia digital, o mais importante é o site da empresa porque é o único que, efectivamente, lhe pertence pelo que deve ser o centro da sua estratégia. O site deve ainda ser responsive para que possa ser correctamente visualizado em dispositivos móveis, o que inclui não só tablets mas também smartphones.

domainE como escolher o nome de domínio perfeito? O Mashable sugere 18 ferramentas. Já para a questão de quando deve a página ser alterada, o hubspot ajudar a responder. Se existem dúvidas se o site deve ser responsive ou se se deve ir mais longe e lançar uma app, o the next web tenta dar indicações.

Para além do site, as redes sociais são importantes na amplificação da mensagem, servem assim como montra da empresa. Também nesta área é importante ter uma estratégia sólida e saber quais são as plataformas em que devemos estar e os respectivos objectivos, não devemos estar só porque os outros lá estão. Para saber os nomes disponíveis em cada plataforma de social media podemos utilizar o namechk.com.

Crossmedia

Uma estratégia de crossmedia é também interessante e bem trabalhada irá colocar a mensagem em várias plataformas, de forma que faça sentido em cada uma delas. Não é utilizar o mesmo em todos os meios, é adaptar a mensagem às potencialidades das plataformas. – Ver hangout sobre Crossmedia com André Novais de Paula, organizado por Vasco Marques.

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Saber pesquisar e utilizar a web colaborativa é também essencial pois esta é uma óptima fonte de pesquisa de informação, tendências, formação pessoal e também para procurar respostas a dúvidas que tenhamos, junto de profissionais. Esta potencialidade deve também ser aproveitada pelas empresas para evoluírem e para potenciarem os seus trabalhadores.

Mudanças no Facebook

 

A rede social criada por Mark Zuckerberg tem hoje 1,23 mil milhões de utilizadores activos por mês com 75% a serem mobile (e 30% a acederem apenas via mobile). Esta rede que continua a ser a principal em vários países e transversal a quase todas as faixas etárias (embora os adolescentes estejam a fugir para outras redes) tem andado em mudanças tanto em relação ao algoritmo como ao nível da estrutura de página e targeting.

O mural

Artigos sugeridos chegam ao FacebookEm algumas publicações já é possível ver que o Facebook passou a ter “artigos sugeridos” que podem interessar o utilizador. A plataforma integrou também as hashtags (#) e vai passar a incluir os trending topics (elementos que vêm do Twitter).

A rede social criada por Mark Zuckerberg está também a testar vários tipos de fonte de letra para o news feed uma vez que um dos objectivos do CEO passa por torná-lo cada vez mais parecido com um jornal.

A publicidade

O Facebook vai ainda retirar histórias patrocinadas do feed de notícias uma vez que este tipo de publicidade passará a ser redundante já que integrarão em todos os tipos de ads a parte de contexto social. Por outro lado, o Facebook passa a disponibilizar uma nova funcionalidade de targeting que permite atingir os utilizadores que visitaram um determinado site ou aplicação e que não realizaram, por exemplo, uma compra. É o retargeting a chegar ao Facebook.

Para além disso, as páginas empresariais vão passar a poder comentar directamente uma review à sua página.

Mudanças no algoritmo

Link com imagem - O Marketing Digital é um MundoEm termos de algoritmo, este passa a dar um pouco menos de importância a posts só com texto ou com textos com links escritos e sobe a importância a posts com fotos, vídeos e links a partir de uma imagem. Os primeiros não deverão ser menos importantes que os segundos, descerão apenas em grau de importância pois o Facebook detectou que as marcas estavam a tentar enganar o algoritmo, utilizando bastante os tipos de posts só com texto. A ideia é que o Facebook seja cada vez mais apelativo em termos visuais. O algoritmo do Facebook tinha sido actualizado há pouco tempo, passando a dar mais relevância a notícias e histórias importantes e menos a memes.

Paper, a 1ª aplicação do Facebook

Paper - 1ª aplicação do FacebookMark Zuckerberg, CEO da plataforma, indicou ainda que o Facebook vai também dedicar-se ao lançamento de várias apps. Foi hoje anunciada a primeira: “Paper”, o News Reader do Facebook que será disponibilizado dia 3 de Fevereiro. Nesta fase de lançamento, estará disponível apenas para Iphone.

Jelly – Aplicação de ajuda e evento de trabalho

Aplicação Jelly

Jelly é uma nova aplicação para pesquisa de fotos e pessoas numa lógica de “ajudar uns aos outros”.

É ainda uma designação para um evento em que as pessoas se juntam num local para trabalhar. Começou em Nova Iorque com dois amigos que trabalhavam a partir de casa mas sentiam falta da partilha e camaradagem habitual numa empresa quando se trabalha com outras pessoas.

Superbowl, as interacções sociais e o peso do mobile

 

trendrr_tv_superbowl47_infographicÉ um evento nos EUA que reúne audiências estrondosas e onde grandes marcas continuam a apostar em publicidade nos seus intervalos. A diferença é que, hoje em dia, muitas destas marcas já validaram os seus spots no meio online e muitos até já se tornaram virais mas, para estas, continua a valer a aposta no meio TV.

Não se escolhe necessariamente um meio em detrimento de outro, o que se faz actualmente é estar em múltiplos ecrãs porque já se percebeu que, também os utilizadores, navegam entre eles. É uma realidade de múltiplos media ((Northdrup: s/d). Hoje assistimos ao consumo de vários media em simultâneo, com diferentes ecrãs abertos ao mesmo tempo, não sendo raro estar em frente a uma TV e, ao mesmo tempo, ter o computador ligado e ainda estar a escrever no telemóvel. É aliás esta nova realidade que levou à ascensão da chamada Social TV, uma TV que se está a ver, ao mesmo tempo que se  comenta em outras plataformas não estando já uma pessoa a ver um programa sozinha mas em conjunto com outras pessoas com as quais estabelece uma conversa. É uma nova forma de interagir com o programa que, muitas vezes, embora ainda de forma hesitante, já é utilizada por certos programas para, por exemplo, receber perguntas dos espectadores em directo.

Interessante notar na infografia de Trendrr, que o Mashable apresenta no seu texto “Super Bowl Social Media Activity 3 Times Higher Than 2012“, que não só a interacção nos Social Media cresceu bastante entre 2012 e 2013 como 88% dos acessos foram feitos via mobile, sendo que nestes, o Iphone continua dominante (60%).

A salientar ainda a campanha da Oreo que soube aproveitar da melhor maneira os 30 minutos de corte de energia no Superbowl. É aqui que está a genealidade, no conseguir uma campanha brilhante quando a audiência está à espera de algo que não acontece e se transforma esse vazio numa mensagem. Exactamente quando a audiência perde a imagem e se vira para as redes sociais para falar sobre o assunto, surge uma marca que nos diz que mesmo no escuro se pode  comer uma bolacha. Tão simples e tão eficaz..

(Update 06/02/2013) Não esquecer também o exemplo português da Torke ao criar o site “Lyoncifica o teu nome logo que foi conhecido o nome da primeira filha de Luciana Abreu.