Superbowl, as interacções sociais e o peso do mobile

 

trendrr_tv_superbowl47_infographicÉ um evento nos EUA que reúne audiências estrondosas e onde grandes marcas continuam a apostar em publicidade nos seus intervalos. A diferença é que, hoje em dia, muitas destas marcas já validaram os seus spots no meio online e muitos até já se tornaram virais mas, para estas, continua a valer a aposta no meio TV.

Não se escolhe necessariamente um meio em detrimento de outro, o que se faz actualmente é estar em múltiplos ecrãs porque já se percebeu que, também os utilizadores, navegam entre eles. É uma realidade de múltiplos media ((Northdrup: s/d). Hoje assistimos ao consumo de vários media em simultâneo, com diferentes ecrãs abertos ao mesmo tempo, não sendo raro estar em frente a uma TV e, ao mesmo tempo, ter o computador ligado e ainda estar a escrever no telemóvel. É aliás esta nova realidade que levou à ascensão da chamada Social TV, uma TV que se está a ver, ao mesmo tempo que se  comenta em outras plataformas não estando já uma pessoa a ver um programa sozinha mas em conjunto com outras pessoas com as quais estabelece uma conversa. É uma nova forma de interagir com o programa que, muitas vezes, embora ainda de forma hesitante, já é utilizada por certos programas para, por exemplo, receber perguntas dos espectadores em directo.

Interessante notar na infografia de Trendrr, que o Mashable apresenta no seu texto “Super Bowl Social Media Activity 3 Times Higher Than 2012“, que não só a interacção nos Social Media cresceu bastante entre 2012 e 2013 como 88% dos acessos foram feitos via mobile, sendo que nestes, o Iphone continua dominante (60%).

A salientar ainda a campanha da Oreo que soube aproveitar da melhor maneira os 30 minutos de corte de energia no Superbowl. É aqui que está a genealidade, no conseguir uma campanha brilhante quando a audiência está à espera de algo que não acontece e se transforma esse vazio numa mensagem. Exactamente quando a audiência perde a imagem e se vira para as redes sociais para falar sobre o assunto, surge uma marca que nos diz que mesmo no escuro se pode  comer uma bolacha. Tão simples e tão eficaz..

(Update 06/02/2013) Não esquecer também o exemplo português da Torke ao criar o site “Lyoncifica o teu nome logo que foi conhecido o nome da primeira filha de Luciana Abreu.

Hollywood descobre a Internet

“Los grandes de la industria del cine han aprovechado que el foco tecnológico está puesto en el CES para anunciar el relevo del DVD como formato popular de consumo de vídeo. Ultraviolet será la plataforma apoyada por los estudios para que el cine llegue, no solo a los hogares sino también a ordenadores y móviles en alta definición.”

Finalmente! Mais do que trabalhar contra a pirataria (o que é necessário mas algo inglório) é importante perceber a nova realidade e trabalhar a partir dela.

Consumo de Media continua a crescer

Segundo um estudo da eMarketer sobre os EUA (mas que, creio, será válido também para a Europa) o consumo de media está a aumentar globalmente, ou seja, continuamos a consumir cada vez mais media (de 635 minutos em 2008 para 660 minutos em 2010). A TV e o vídeo (não online) continuam a ser os meios dominantes.

De salientar que o mobile tem apenas 7% do tempo total gasto com os media mas apresenta a maior taxa de crescimento do setor (21,9% em 2009 e 28,2% em 2010). Também a crescer está a Internet (embora em ligeiro abrandamento uma vez que cresceu 6,6% em 2009 e 6,2% em 2010). A TV, que continua a ser o meio dominante, apresentava um crescimento de 5,1% em 2009 e descresce em 2010 1,1%. A rádio está a decrescer ligeiramente e as revistas e jornais apresentam uma queda acentuada. (De que só foram considerados a rádio via éter e imprensa impressa, não entrando aqui a vertente online).

A ler o artigo completo da eMarketer.

As tendências de consumo dos media são importantes para os Marketeers perceberem onde estão os consumidores e explicam o fato da publicidade online ter ultrapassado a publicidade em jornais bem como o fato do investimento em Marketing Directo (essencialmente na área online através do email marketing e do investimento em social media) mostrar tendência para crescer. Mas atenção, o investimento, por exemplo, em social media, não deve ser feito pelas razões erradas, deve fazer parte de uma estratégia.

Brian Solis esteve em Lisboa

As redes e os meios sociais são grandes disruptores e ainda temos muito a aprender sobre o que se passa nelas. É muito mais que marketing e serviço ao cliente. É a necessidade de reorganizar a empresa toda em torno da emergência deste novo consumidor social e sua influência. Qualquer divisão afectada pela actividade exterior será forçada a criar processos para ouvir e até interagir. A empresa do futuro será social.

Excerto da entrevista de Brian Solis, fundador da FutureWorks e autor de um dos livros-sensação de 2010, “Engage”. A ler, no Jornal I.

O tek.sapo destacou as palavras de Solis sobre a “empatia (que) será um dos principais conceitos a ter em mente na altura de apostar nas redes sociais para promover uma marca. (…) Brian Solis realçou que actualmente a Web ainda é dominada pelo gráfico social, baseado nas relações pessoais e conhecimentos dos utilizadores, mas de futuro as ligações serão dominadas por um gráfico baseado nos interesses desses utilizadores, fazendo do contexto a relação mais importante entre os conteúdos“.

O autor esteve em Lisboa para ser um dos oradores do Upload Lisboa Pro.

O online em movimento – RFM e Jornal I

Enquanto a rádio líder em Portugal, RFM, aproveita a fuga de públicos para outras plataformas (ou, pelo menos, a sua fragmentação pelos vários canais), para lançar o seu canal online, o Jornal I apresenta uma nova plataforma com o objetivo de “contribuir para o bem-estar da população que procura informação sobre temas específicos.”

Com o mote “vê o que ouves”, a RFM Vi estará disponível num site próprio, mas também em versãomobile, adaptada a smartphones, disponível no iPhone e brevemente em aplicações para AndroidiPad (… e) vai para o ar dia 20 de Dezembro.

A plataforma foi criada após um estudo, feito pelo próprio jornal, acerca daquilo que a população precisava, pensando também numa maneira inovadora quer para o i, quer para os seus leitores. Dividida, por ora, em 6 temas (o i tem como finalidade chegar aos 18 temas), esta plataforma aborda áreas como a educação, saúde, festas & lazer, trabalho & carreira, educação e motor. Em todas, os utilizadores podem partilhar experiências, comentar e encontrar informação útil e prática.

Fonte: Jornal Briefing e Marketeer

Marketing Digital

Num mundo em que o digital é uma realidade diária, as empresas já não podem dar-se ao luxo de esquecerem o Marketing digital. E convém recordar que o marketing online não começa com as redes sociais, estas são apenas uma das muitas possibilidades. Seguindo jeffbullas.com, o principal objectivo da presença online é criar tráfego para o site oficial, a porta principal para os clientes que querem aceder à marca (até porque este é, geralmente, o único totalmente controlado pela empresa, em domínio próprio). Num mundo em que a presença digital “is not a luxury but a necessity, it enables potential customers to find you, engage with your brand and then buy your goods and services.

É importante não só ter um site oficial como dá-lo a conhecer/ potenciar a relação com a marca. Aqui é necessário trabalhar do lado da optimização, tendo em conta que “nearly 90% of all buying decisions start with an online search“. Assim a presença online optimizada não é um extra opcional mas “an essential part of our digital world“.

Jeffbulas.com sugere 10 ferramentas a não ignorar nesta área:

  • Search Engine Optimization (SEO) – Otimização da página para aparecer nos primeiros lugares na busca por algumas palavra-chave. 90% dos clicks no Google acontecem em links que aparecem na primeira página de uma pequisa;
  • Search Engine Marketing (Google Adwords e sucedâneos) – Links pagos que aparecem nas pesquisas do Google em certas palavras. (25% dos cliques no Google);
  • Blog – A parte interativa de um site, aberta a interação dos consumidores e que pode posicionar uma empresa como especialista numa determinada área, através de posts dos seus líderes;
  • E-mail Marketing – Deve ser integrado com outros meios e ser utilizados para manter os consumidores informados sobre os produtos da empresa e os desenvolvimentos da indústria (devem ser vistos pelos consumidores como uma mais-valia e não como spam);
  • Social Media – Não esquecer que existem três vertentes:  publicação, promoção e engagement. Esta ferramenta permite estar onde os consumidores estão. É uma importante ferramenta de diálogo e também de feedback em tempo real (poderá dar origem a um forte engagement com a marca);
  • Social Media Marketing – Publicidade nas redes sociais;
  • Online video – Forma de manter os consumidores atualizados;
  • Página otimizada para dispositivos móveis O acesso a partir de dispositivos móveis está a aumentar exponencialmente pelo que é importante ter uma página que possa ser vista da melhor forma nestes dispositivos;
  • Aplicações para dispositivos móveis – Para além de ser importante ter uma página que possa ser vista em plataformas móveis, criar aplicações específicas para estes dispositivos resulta numa maior aproximação à marca e maior probabilidade de utilizar/ comprar mais do que uma vez;
  • Ferramentas de monitoração – É importante monitorar e medir a presença digital.