O que capta a minha atenção #3

Estamos no ano dos tablets e nas redes sociais a influência de cada um vai muito além do que se pensava.

O mercado de PC’s está em declínio e a leitura de livros em digital não substituiu a leitura de livros em papel.

A impressão 3D é mais antiga do que se pensa, o 1º protótipo foi desenhado já há 30 anos, em 1984, por Chuck Hull que vai agora ter lugar no Corredor da Fama dos Inventores.

7 apps que vão ajudar a aumentar a produtividade no trabalho.

Marketing Digital: Ferramentas, tendências e leituras

 

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O Marketing Digital em geral e os Social Media em particular são um mundo. E quem quer trabalhar ou já trabalha neste mundo, sabe, com certeza, que é importante a estratégia e o planeamento, a implementação e também a medição de resultados.

Ferramentas

Para trabalhar a área do Marketing Digital, o blog bufferapp.com sugere 29 ferramentas gratuitas de Marketing Online que vão desde a pesquisa de tendências à monitorização. O Socialmedia.biz acrescenta ainda algumas ferramentas de monitorização de Twitter e outras plataformas de Social Media e o blog do Cappra apresenta também as suas sugestões.

A importância da imagem

Por outro lado, percebe-se a ascensão da importância da imagem com o Instagram a crescer 23% no último ano, sendo a plataforma que deu o maior salto em 2013. O instagram-business.tumblr sugere algumas dicas para o Instagram e o Business2Community  complementa com ferramentas para esta plataforma de imagem.

As infografias são também cada vez mais apetecíveis pois são formas interessantes, criativas e rápidas de percepcionar uma grande quantidade de informação – o creativebloq.com indica 10 ferramentas para criação de infografias. Para além disso, é importante ter bases de imagens onde poderemos ir buscar as que necessitamos, o freelancewritinggigs.com sugere alguns sites onde é possível ter acesso a algumas imagens gratuitas para blogues e sites.

Gamification

De salientar também o potencial da Gamification, presente por exemplo no LinkedIn (na indicação da % de perfil preenchido) ou no Nike + em que é possível ver os trajectos percorridos e os kms ultrapassados, comparando-os com outros dias em que corremos, com os kms percorridos por amigos ou até perceber em que lugar estamos no ranking da plataforma. Outras aplicações que também utilizam gamification são o tapmyback.com para reconhecer o trabalho e o esforço tanto da sua equipa como de um colega ou o Kwitter para deixar de fumar de forma divertida.
Deixo aqui o Toolkit Gamification Mechanics de Victor Manrique e recordo que a Coursera oferece um MOOC (Massive Open Online Course) de Gamification com Kevin Werbach, da Universidade da Pensilvânia.

E-commerce

Em termos de ferramentas de Marketing Digital, é importante também não esquecer o E-commerce uma vez que esta plataforma de loja online já é bastante significativa para várias marcas, sendo também o único local de venda para marcas que não têm um espaço físico.

Leituras

Por último, deixo algumas sugestões de livros sobre Social Media do Social Media Examiner e mais algumas leituras sugeridas pelo Small Bizz Trends.

Marketing Digital – site, social media, crossmedia e web colaborativa

 

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Na era do Marketing Relacional, o mais importante é colocar o cliente no centro da estratégia: ouvi-lo, dar-lhe atenção, construir uma relação com ele e aprender, de forma a melhorar não só os produtos/ serviços que oferecemos mas também a forma de nos relacionarmos com os consumidores.

Com o advento do online e das novas tecnologias, o Marketing Digital tem vindo a ganhar terreno, não significando isso que o Marketing dito “tradicional” está morto ou que deixou de ter relevância.

Estratégia Digital

Dentro da estratégia digital, o mais importante é o site da empresa porque é o único que, efectivamente, lhe pertence pelo que deve ser o centro da sua estratégia. O site deve ainda ser responsive para que possa ser correctamente visualizado em dispositivos móveis, o que inclui não só tablets mas também smartphones.

domainE como escolher o nome de domínio perfeito? O Mashable sugere 18 ferramentas. Já para a questão de quando deve a página ser alterada, o hubspot ajudar a responder. Se existem dúvidas se o site deve ser responsive ou se se deve ir mais longe e lançar uma app, o the next web tenta dar indicações.

Para além do site, as redes sociais são importantes na amplificação da mensagem, servem assim como montra da empresa. Também nesta área é importante ter uma estratégia sólida e saber quais são as plataformas em que devemos estar e os respectivos objectivos, não devemos estar só porque os outros lá estão. Para saber os nomes disponíveis em cada plataforma de social media podemos utilizar o namechk.com.

Crossmedia

Uma estratégia de crossmedia é também interessante e bem trabalhada irá colocar a mensagem em várias plataformas, de forma que faça sentido em cada uma delas. Não é utilizar o mesmo em todos os meios, é adaptar a mensagem às potencialidades das plataformas. – Ver hangout sobre Crossmedia com André Novais de Paula, organizado por Vasco Marques.

ted

Saber pesquisar e utilizar a web colaborativa é também essencial pois esta é uma óptima fonte de pesquisa de informação, tendências, formação pessoal e também para procurar respostas a dúvidas que tenhamos, junto de profissionais. Esta potencialidade deve também ser aproveitada pelas empresas para evoluírem e para potenciarem os seus trabalhadores.

IBM e a tecnologia em 2018

 

Guardiao digital - a tecnologia em 2018

A IBM fez um estudo que prevê como será o mundo da tecnologia em 2018 e concluiu que:

Uma possível explicação para as compras no espaço físico ultrapassarem as compras online poderá estar relacionada com a capacidade de se fazer de uma loja um local de experiência, algo que adicione valor à compra, bem como o que indica o relatório, ou seja, uma capacidade maior de entrega no próprio dia.

Cidade e tecnologia em 2018

Se, por um lado, o avanço da tecnologia permitirá maior segurança ao nível da identificação da pessoa e melhores e mais rápidos tratamentos, utilizando a personalização em termos de ADN, por outro lado, este “big brother” em que se estão a transformar todos os momentos do nosso dia implicam graves quebras de privacidade e devem suscitar a discussão pública da mesma. Do mesmo modo, esta quebra de privacidade é já, actualmente, incitada pela própria pessoa quando partilha com o mundo (através das redes sociais) as suas fotos, locais de interesse, localização, etc. Com certeza não queremos um “1984” de Orwell…

Será importante existir um equilíbrio entre o que será o benefício da sociedade e do individuo e o que será a sua esfera privada, algo que já hoje é difícil de distinguir.

Entregas com drones – Amazon e outras empresas estudam a possibilidade

drone

Enquanto o gigante online Amazon estuda a possibilidade de fazer entregas em meia hora a clientes premium através da utilização de drones (algo também em estudo por outras empresas), sabe-se que essa realidade, a estar disponível, nunca será antes de 2015 até porque é necessária a autorização da FAA, a Administração Federal de Aviação, entidade responsável pelos regulamentos da aviação civil nos Estados Unidos.

“Se pode ser daqui a quatro ou cinco anos? Penso que sim. Vai funcionar e vai acontecer. E vai ser muito divertido”, garante Jeff Bezos, CEO da Amazon.

Não esquecer que este anúncio acontece depois da Amazon ter convencido os serviços postais a fazer entregas aos domingos e pode ser visto também como uma forma de pressionar a existência de regras de utilização de drones para fins não militares.

Importante ainda salientar o tráfego de drones que pode daí advir…

Perhaps first and foremost on this list includes the ability to “sense and avoid” other aircraft, especially those with people on board.

coruja

Em resposta a esta possibilidade de entrega da Amazon e, tendo em conta que nem todos os editores e livreiros são o gigante online, a livraria britânica Waterstones respondeu, com alguma ironia à mistura, que poderá fazer entrega de livros por corujas

Talvez voltemos ao tempo dos pombos-correio… não podem é ser livros pesados senão os animais não conseguirão levar a cabo tamanha tarefa…

Frases inspiradoras do Mundo Digital

 

facebookA partir do artigo “11 Frases Inspiradoras do Mundo Digital”, do site Midias Sociais, gostaria de destacar algumas que me parecem bastante pertinentes e até óbvias mas de que muitas vezes as marcas se esquecem:

1- “There’s never been a better time to be in advertising, and there’s never been a worse time.” – Aaron Reitkopf, CEO da agência Profero

Actualmente há tantas formas de trabalhar a divulgação de uma marca que nunca existiram antes pelo que parece que nunca foi tão fácil fazê-lo. Ao mesmo tempo, a multiplicidade de janelas/ plataformas faz com que os públicos estejam cada vez mais fragmentados e que seja muito difícil captar a sua atenção. Isto acontece também porque todos os dias somos bombardeados com imensas mensagens, não só de múltiplas plataformas mas também, graças à Internet, de diversos países pelo que só algo muito relevante para nós conseguirá sobressair e captar a nossa atenção.

4- “The Best Marketing Strategy Ever: Care, Gary Vaynerchuk

Num artigo que li recentemente, defendia-se que as pessoas se ligam racionalmente e emocionalmente a uma marca. Se o racional está mais ligado a algo imediato (descontos, promoções), o emocional está ligado a um valor acrescentado, a uma estreita ligação com a marca. Esta segunda dimensão deve ser, cada vez mais, trabalhada pela marca porque a melhor forma de nos ligarmos a algo, chegando até a tornarmo-nos embaixadores da mesma, será ter com a marca uma relação afectiva. De salientar ainda que, quando a marca está em locais como o facebook, o que espero dela não será apenas promoções e divulgação da marca mas sim um canal de ligação directa nos dois sentidos (marca-consumidor e consumidor-marca).

6- Content marketing is a commitment, not a campaign. – Jon Buscall

conteudosO Marketing de Conteúdos é, cada vez mais, não uma forma de campanha/ publicidade mas um compromisso para com os consumidores e, tal como indiquei acima, há canais em que esperamos o tal valor acrescentado e um estreitamente da relação emocional. Cada vez mais o consumidor quer ser ouvido até porque sabe que, hoje em dia, se a marca não o quiser ouvir, ele terá uma grande audiência à sua espera. E isso pode resultar numa crise para a própria marca. Não esquecer que vários estudos já vieram indicar que:

9- “People influence people. Nothing influences people more than a recommendation from trusted friend. A trusted referral influences people more than the best broadcast message. A trusted referral is the Holy Grail of advertising.” – Mark Zuckerberg, Facebook

11 –  “If content is king, then conversion is queen, John Munsell, CEO da Bizzuka

converComo síntese de todas estas frases, nada melhor do que as marcas perceberem que “o conteúdo é o rei e a conversação a rainha”. Uma vez mais, as pessoas procuram valor acrescentado, que muitas vezes passam por conteúdos, até porque os produtos são, cada vez mais, semelhantes entre si. Assim, a diferenciação passará pelo valor acrescentado associado a cada produto, será o conteúdo, uma experiência, etc… Para além disso, o consumidor de hoje quer ser ouvido, ter uma resposta da marca e, mais ainda, sentir que o que está a dizer funciona como partilha com a marca, que esta utiliza os seus inputs para a enriquecer.

Para além de tudo isto, todas as acções de Comunicação e a forma de comunicar com os consumidores têm de ser sempre planeadas e trabalhadas tendo em conta as plataformas onde se está a comunicar. Planeamento, planeamento, planeamento! Bons conteúdos, criatividade e imediatismo (este último é muito importante mas não pode fazer com que se esqueçam os restantes) ajudarão a fazer o sucesso de um produto e a captar clientes fiéis, o que é, cada vez mais, difícil de encontrar no mundo actual.

Sherry Turkle – “Alone Together”

Entrevista da Harvard Review Magazine para o seu blog HBR IdeaCast com Sherry Turkle, professora do MIT e autora de “A Vida no Ecrã: A Identidade na Era da Internet” que lançou recentemente um novo livro: Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other.

Sherry Turkle deixa nesta conversa algumas frases sobre temas do livro. Segundo a autora, existem debates que têm mesmo de acontecer:

Produtividade, Multitasking e Conectividade Constante

  • Temos uma fantasia de que podemos usar a possibilidade de Multitasking para esticar o tempo mas a ciência já demonstrou que cada tarefa adicionada resulta numa perda de performance;
  • A constante conectividade não resulta necessariamente em produtividade. Estamos tão ocupados a comunicar que não conseguimos pensar, relacionar-nos ou criar algo que acrescente valor. Será necessário dar um passo atrás e reavaliar os nossos valores pessoais e empresariais;
  • As pessoas estão a ser esmagadas pelos múltiplos canais comunicacionais e pela necessidade de comunicar em todos eles (enviar email, sms, fazer follow-up por telefone…);
  • Recebemos centenas de comunicações todos os dias e não é fácil geri-las pois exigimos respostas a uma velocidade avassaladora. O tempo de resposta torna-se mais importante do que a qualidade da mesma.
  • A importância crescente de comunicações eletrónicas como o e-mail está ligada a uma tentativa de controlo do tempo e da resposta;
  • Apesar disso, também conseguimos utilizar a constante conectividade de formas positivas e produtivas, por exemplo, quando temos que nos reunir para reuniões com pessoas de vários locais ou mesmo de vários países;
  • As pessoas não querem falar do que está a correr mal porque sentem que não têm tempo para isso. Creio que é algo sobre o qual as empresas não estão a falar mas que precisam de fazer pois está a levá-las a uma mentalidade de censura. Não estamos a dar espaço às pessoas para debater os problemas;
  • Cada tecnologia deve fazer-nos confrontar entre o que esta representa e os nossos valores. Isso é bom porque faz-nos parar e pensar o que realmente queremos, força-nos a construir as bases das nossas vidas, pessoais e profissionais. As tecnologias devem ser nossas parceiras;
  • Estamos tão conectados que esquecemos que podemos, de fato, estar uns com os outros em vez de nos comunicarmos eletronicamente. Estamos a perder as nossas capacidades de colaboração;
  • Das 6ªs-feiras “Casual”, sugiro também as 3ªs-feiras “Conversacionais” porque as pessoas necessitam de conversas face-a-face para falar das suas vulnerabilidades, o que não fazem por escrito;

Robótica

  • É necessário existir uma conversação séria à volta da temática da Robótica e o que vamos fazer com esta tecnologia – queremos robots que nos ajudem ou robots que cuidem e ensinem as nossas crianças e os nossos idosos?

Dependência da Tecnologia

  • Temos de deixar de pensar na tecnologia como dependência porque. olhando para a temática desta forma, a lógica será dizer que temos de abandonar as tecnologias e isso não é possível. Esta visão só deixa as pessoas deprimidas.
  • Não se trata de desligar completamente da tecnologia. O que é necessário é que cada pessoa encontre a sua própria estratégia para lidar com a tecnologia e integrá-la da melhor forma na sua vida.

O melhor mesmo é ouvir a entrevista e ler este post do Tiago Doria Weblog sobre o novo livro da autora.

TMT Previsões para 2011 – Estudo Deloitte

“O crescimento dos dispositivos móveis, a liderança da televisão no campo dos media, as oportunidades económicas ao nível do online e o aumento do tráfego internet e a resposta das operadoras são as principais tendências do estudo TMT Predictions 2011. Esta análise reflecte a visão da Deloitte sobre as grandes tendências nos sectores de Tecnologia, Media e Telecomunicações para os próximos 12 a 18 meses com impacto nas empresas.”

PC ultrapassado pelos smartphones, tablets e netbooks

O estudo refere que “as vendas agregadas de smarthphones, tablets e netbooks” irão ultrapassar as de pc’s que deverão estabilizar nos 400 milhões de unidades. “Apesar do PC não desaparecer, o caminho futuro aponta para a diversidade a nível de dispositivos, processadores e sistemas operativos, com alterações de modelos de negócio e o surgimento de novas oportunidades relacionadas com novos dispositivos, aplicações e periféricos.”

Outra das conclusões está ligada à ascensão dos tablets no mundo empresarial, partindo do efeito de contágio da utilização pessoal, das aplicações específicas para estas plataformas e o potencial em certos setores, como no auxílio à Força de Vendas.
Se em alguns sectores creio ser difícil isto acontecer, na área das vendas, como forma de auxilio na demonstração dos comerciais, creio que poderá ter um enorme sucesso.

“Ainda ao nível da tecnologia, Portugal acompanha a tendência internacional de diversificação de plataformas, terminando o domínio de um único sistema operativo no mercado de smartphones e tablets, durante 2011.” A luta será entre o sistema do iphone e o android, estando o último disponível num maior número de aparelhos.

TV como super media

“Nos media, a televisão mantém o domínio e deverá continuar a investir na sua reinvenção enquanto media de comunicação. Esta é uma tendência que se verifica tanto ao nível internacional como em Portugal. A Deloitte prevê que a televisão vai consolidar o seu estatuto de super media, com o aumento de audiência, devido ao crescente número de horas passadas em frente ao televisor, e crescimento das receitas de publicidade, subscrição, pay-per-view e licenças. A nível global, este fenómeno vai gerar um crescimento da publicidade na televisão de 135 mil milhões em 2007 para 145 mil milhões de euros em 2011, o que contrasta com o declínio nos jornais e revistas de 95 mil milhões para 70 mil milhões de euros no mesmo período. Paralelamente, os programas de televisão vão ser o tópico de conversa mais comum nas redes sociais, gerando mais de um bilião de tweets, e tornando-se num verdadeiro canal influenciador junto dos consumidores.” De fato, e ao contrário do que se pensava, a TV vai continuar a ser o meio, por excelência, de consumo de media. Aliás, assiste-se ao aumento de consumo de media e à utilização de vários media em simultâneo. A Internet não matou a TV nem se prevê que o venha a fazer, tal como a TV não matou o cinema… O consumo de conteúdos está muito ligado à procura do melhor ecrã disponível, e o melhor ecrã em casa ainda é o da televisão.

O estudo indica ainda que a proliferação da importância da TV se deve ao baixo impacto da proliferação de aparelhos de gravação. Nesta área, creio que assistiremos a uma alteração num futuro próximo uma vez que há cada vez mais pessoas com estes dispositivos (nomeadamente as conhecidas set-up-box dos distribuidores de conteúdos) e falava-se em my time em vez de prime time, algo que este estudo não assume pois caracteriza os consumidores como sendo ainda bastante passivos em relação ao meio TV. Creio que nas gerações mais novas, esta realidade já não se verifica. No meu caso, posso dizer que sou uma utilizadora frequente do meu gravador.

Redes Sociais com enorme potencial mas fraca concretização

A consultora Deloitte “prevê que, em 2011, as redes sociais ultrapassem a barreira dos mil milhões de utilizadores. Contudo, o investimento publicitário neste tipo de veículos será muito pouco significativo, menos de 1 por cento do investimento total. Para os novos media podem surgir fontes de receitas mais aliciantes do que a publicidade tais como sistemas de pagamento e e-commerce.” As Redes Sociais vão continuar a dividir opiniões e, segundo a consultora, poderão ser a próxima bolha dotcom.

Jogos em crescimento

O mercado dos jogos vai continuar igualmente crescer devido ao aumento da popularidade das redes sociais, dos smartphones e tablets, mas com base em fontes de receitas mais diversificadas. Uma percentagem cada vez maior de receitas virá de subscrições mensais, vendas de periféricos, taxas de serviços ou conteúdos extra e de compras e publicidade in-game nos mercados free-to-play (F2P) e Freemium.” É a diversificação da fonte de receitas e a estratégia de ter duas linhas, uma base que seja gratuita e outra de valor premium, que estará sujeita a pagamento. É a criação de valor adicional para justificar o custo.

Distribuição de Música Digital ultrapassa os formatos físicos

“A influência do online é igualmente sentida no campo da música com as receitas referentes à distribuição de música digital a ultrapassem as dos formatos físicos (CD).” Esta conclusão advém do acentuado declínio no mercado de CD e não necessariamente ao aumento das vendas em formato digital.

Telecomunicações – LTE aquém das expectativas, wi-fi com grande crescimento e videochamadas sem convencer

“No que toca ao sector das telecomunicações, a Deloitte prevê que, em 2011, a implementação da próxima geração de redes móveis, Long Term Evolution (LTE), irá ficar aquém das expectativas uma vez que as mais recentes tecnologias de 3.ª geração, com o HSPA+ e os equipamentos que as suportam, vão continuar a responder às actuais necessidades dos consumidores.“ O wi-fi vai crescer, “entre 25 a 50 por cento, face ao tráfego efectuado através de redes móveis (GSM/UMTS). A grande fatia deste crescimento deve-se ao aumento da procura relacionada com dados multimédia, onde o Wi-Fi irá ser a rede padrão.As videochamadas terão um crescimento modesto. “As razões podem ter a ver com o facto de uma vídeo-chamada ainda ser percebida como excessiva face a um simples telefonema e demasiado impessoal para uma conversa importante.”

Mais algumas tendências importantes

“Nas 18 tendências apontadas pelo relatório TMT Predictions 2011 estão ainda contempladas previsões como o valor da informação pessoal presente nas redes sociais e novos media como uma peça essencial para a área do marketing, o reforço do peso das energias renováveis com o regresso do hidrogénio, o crescente sucesso dos espectáculos de música face ao declínio das vendas das editoras e o E-Gov como o futuro sem burocracia.”

Fonte: Deloitte

Estudo completo, aqui.

Social Media e Media tradicionais como Ferramentas de PR

Mais um interessante blog a acompanhar: Social Media Today. Já está na área de links à direita.

Ver aqui a análise do estudo Social Media Will Overtake Traditional Media as PR Tool in Next Two Years realizado pela consultora StevensGouldPincus.

Os social media estão a ultrapassar os media tradicionais como ferramentas de PR. Ainda assim ““Online or off, working with the press remains the top priority for most firms” sendo esta utilização (relação com os media) a função dominante na sua utilização por parte destes profissionais (36%). A utilização para product marketing aparece com 25% da utilização, issues advocacy com 16%, special events (16%), grassroots advocacy (16%), political campaigning (16%), e crisis communications (13%). O estudo parece indicar que as funções principais dos Social media que são o engagement, branding e análise da emoção não são os objectivos principais para os profissionais de comunicação que utilizam estas ferramentas.

Relativamente aos meios mais utilizados, estão em linha com a utilização da audiência, sendo o Facebook o mais utilizado (31%), seguido pelo Twitter (29%), LinkedIn (18%), MySpace (17%), and YouTube (14%).

O estudo indica ainda que a medição do retorno nos Social Media está ainda a dar os primeiros passos mas que, num futuro próximo, vai ser essencial poder mensurar o valor da comunicação nestas plataformas. O mais importante para as empresas, logo a seguir à medição, é a credibilidade. Creio que já se percebeu que a imagem nestas plataformas é tão importante como fora delas, até porque na Internet o que é dito / visto não desaparece por mais que tentemos apagá-lo (há sempre um video do YouTube, um link que perdemos num outro site, etc…) e pode ser desastroso para uma empresa não perceber esta questão…

Um exemplo que acabou bem porque lhe foi dada uma resposta rápida e concreta mas que começou porque não se percebeu o potencial das novas plataformas: Como a Ford utilizou os Social media para extinguir um problema de PR em menos de 24 horas.

Um caso que correu menos bem, uma viajante da United Airlines que ficou com a sua guitarra partida no seguimento de uma viagem do Canadá para os EUA. O viajante queixou-se da situação, a companhia não assumiu os estragos e ele colocou um vídeo no YouTube chamado United breaks guitars que já teve mais de 9 milhões de visualizações. Depois deste sucesso a companhia ofereceu-se para pagar os estragos mas o viajante já não quis. Com este video a United Airlines ficou com a imagem manchada: é preciso nunca esquecer que, hoje em dia, qualquer pessoa tem acesso às novas tecnologias e, mais do que isso, qualquer consumidor / utilizador pode ser um produtor e mais facilmente alguém que está descontente faz chegar essa ideia ao mundo do que alguém que está contente.

Será que a rádio vai sobreviver?

Este foi o tema que GERD LEONHARD veio discutir a Portugal no âmbito da Conferência Internacional A Rádio em Portugal e o Futuro, integrada nas comemorações dos 75 anos da Rádio Pública.

Leonhard comecou por indicar que se aproxima um tornado que vai (já está) a mudar o mundo dos conteúdos / plataformas de distribuição. As plataformas móveis estão a crescer bastante e é para elas que nos devemos dirigir, ou melhor, perceber o seu crescimento, investir nelas mas, mais do que isso, estar em todas as plataformas porque o cliente / consumidor estará em qualquer lado.

A banda larga será cada vez melhor e o crescimento das plataformas móveis associado à utilização de smart-phones será uma realidade em poucos anos, quando o preço for mais próximo dos 10 dólares praticados na China para estes dispositivos. E este crescimento interessa não só às empresas como também ao Governo que poupará bastante quando tiver apenas que contactar com os contribuintes de forma virtual. Os dispositivos móveis não são apenas utilizados como telefone ou para navegar na internet (embora aqui se possa fazer tudo o resto…), passam a ser também uma outra janela para a TV e para a rádio. Passamos do que Gerd apelida de “Cultura do Broadcast” para “Cultura de Broadband“.

A chave, para Gerd Leonhard está no acesso (numa primeira fase) e o acesso deve ser livre pois o consumidor/ utilizador não está disposto a pagar para aceder a conteúdos (ou apenas pagará um preço ridiculamente baixo que se justifique, por exemplo, 10 euros por mês para ver todos os filmes numa determinada plataforma). É o que o Leonhard considera “Economia do Acesso” e já não uma “Economia da Cópia”. O futuro para os broadcasters passará, segundo o CEO da The Futures Agency, pela incorporação de potencialidades interactivas e on-demand e pelo acesso ao arquivo de conteúdos completos. E aqui põem-se também problemas às distribuidoras de TV por cabo uma vez que, quando os consumidores tiverem tudo na Internet com largura de banda suficiente para disfrutar destes conteúdos, porque haverá pessoas a pagar mais por TV por cabo?

É verdade que existem batalhas sobre o que é legal, sobre direitos de autor, etc e existem também muitos lobbys de distribuidores contra esta questão do livre acesso. Mas Gerd levantou uma questão pertinente: se há imensos programas / sites que disponibilizam estes conteúdos, se o seu autor não o disponibilizar (fazendo-se pagar através de publicidade, patrocínios ou mesmo de um pequeno fee), ele estará a perder a sua oportunidade de negócio. Leonhard acredita que esta questão estará ultrapassada dentro de 5 anos e que o Estado terá uma papel determinante na sua resolução. Aliás, recorda o consultor, quando a rádio começou nos Estados Unidos levantaram-se muitas vozes contra a sua legalização porque se acreditava que ninguém compraria música que pudesse ouvir sem pagar. A questão foi ultrapassada e hoje este argumento é considerado risível. Agora, pensemos um pouco, não é o mesmo que estamos a fazer com o acesso a músicas na Internet? Se já existem vários programas de agregadores de música em que podemos fazer a nossa playlist sem qualquer download (apenas em streaming) e que podemos levar e ouvir em qualquer lado, porque não poderá a rádio / TV, que tem uma licença para transmitir estes conteúdos via broadcast, estar também no online?

Mas depois do livre acesso, coloca-se outra questão: o que ver / ouvir numa imensidão de conteúdos com que somos bombardeados / temos acesso todos os dias? É aqui que entram as rádios e as TV’s. E é aqui que, segundo o autor, estará o futuro da rádio/ TV: no papel de filtragem. Depois de passarmos a fase de querermos ter acesso a tudo, passamos a querer apenas os conteúdos que mais nos interessam. Já não será o “como” acedemos aos conteúdos mas sim o “que” aceder. O futuro estará no “contexto” e na “relevância” e é nestas áreas que as actuais rádios e TV’s ainda se podem posicionar e vencer. Mas do que relevância, será o papel da confiança a estar em destaque. Se hoje ouvimos esta ou aquela rádios porque nos identificamos com ela, é porque temos confiança em quem está a escolher aquela música. E o mesmo se passará no online/ móvel. Mas atenção, diz Leonhard, esta janela de oportunidade já pode ter passado em alguns países. Em Portugal ainda estamos a tempo mas, estima o autor, os broadcasters terão um máximo de dois/três anos para vencer no mundo dos novos media / novas plataformas em que o utilizador quer aceder a conteúdos na melhor janela disponível (não importa qual).

E, termina Gert Leonhard, “na batalha pela atenção, os que se tornarem ou se mantiverem relevantes, serão os que vencerão” sem esquecer que a “fragmentação de ouvintes/ espectadores/ utilizadores requer uma fragmentação na oferta de programas”. A forma de vencer será “adicionar valor” ao conteúdos e “fish where the fish are”, ou seja, estar onde estão os consumidores / utilizadores, isto é, estar em todas as plataformas, identificando os melhores veículos para cada tipo de mensagem/ conteúdo.

Ver a apresentação em Power Point de GERT LEONHARD desta conferência.

Ver um pequeno vídeo gravado por Rogério Santos desta apresentação

Acompanhar GERT LEONHARD no site http://www.mediafuturist.com/