A Publicidade Não Tem que Ser Sempre Igual

Fala-se no cansaço provocado pela Publicidade mas a verdade é que esta área ainda pode surpreender-nos – basta dar asas à criatividade e apostar em algo diferente. Ficam algumas ideias:

Outdoors interativos – Seja a fazer “chamadas em alta voz a custo zero”, seja a ouvir uma rádio quando se passa pelo outdoor, sejam mupis touchscreen que possibilitam a procura e download de informação, ou o aproveitamento do suporte para fazer algo diferente, tendo em conta a sombra ou a chuva para fazer o outdoor mudar, este meio parece ter ainda muito para dar.

Publicidade em Espaços Alternativos – No ar, sobre rodas… “Nem o  céu é o limite”

Publicidade em Caixas da Telepizza – É uma forma de publicidade em espaços alternativos e não me parece agressiva. Achei muito interessante e um bom aproveitamento do suporte. No início, nem que seja por ser algo novo, pode correr bem. E creio que pode vir a ser um meio interessante para alguns tipos de produtos/ serviços.

Marketing de Guerrilha – Seja em accções de PR Stunt (acções diferentes para chamar a atenção não só das pessoas – comunicação de passa-palavra – mas também para chamar a atenção dos meios de comunicação e gerar notícias), em acções que aproveitam o espaço público (das câmaras ou de ninguém como diz André Rabanea, responsável da Torke), ou em ações diferenciadoras de Relações Públicas, o Marketing de Guerrilha usa ideias diferentes para criar algo surpreendente, a partir de budgets relativamente pequenos (claro que o “pequeno” é relativo e depende da acção).

(C) Todos os direitos reservados a TORKE Guerrilha

TMT Previsões para 2011 – Estudo Deloitte

“O crescimento dos dispositivos móveis, a liderança da televisão no campo dos media, as oportunidades económicas ao nível do online e o aumento do tráfego internet e a resposta das operadoras são as principais tendências do estudo TMT Predictions 2011. Esta análise reflecte a visão da Deloitte sobre as grandes tendências nos sectores de Tecnologia, Media e Telecomunicações para os próximos 12 a 18 meses com impacto nas empresas.”

PC ultrapassado pelos smartphones, tablets e netbooks

O estudo refere que “as vendas agregadas de smarthphones, tablets e netbooks” irão ultrapassar as de pc’s que deverão estabilizar nos 400 milhões de unidades. “Apesar do PC não desaparecer, o caminho futuro aponta para a diversidade a nível de dispositivos, processadores e sistemas operativos, com alterações de modelos de negócio e o surgimento de novas oportunidades relacionadas com novos dispositivos, aplicações e periféricos.”

Outra das conclusões está ligada à ascensão dos tablets no mundo empresarial, partindo do efeito de contágio da utilização pessoal, das aplicações específicas para estas plataformas e o potencial em certos setores, como no auxílio à Força de Vendas.
Se em alguns sectores creio ser difícil isto acontecer, na área das vendas, como forma de auxilio na demonstração dos comerciais, creio que poderá ter um enorme sucesso.

“Ainda ao nível da tecnologia, Portugal acompanha a tendência internacional de diversificação de plataformas, terminando o domínio de um único sistema operativo no mercado de smartphones e tablets, durante 2011.” A luta será entre o sistema do iphone e o android, estando o último disponível num maior número de aparelhos.

TV como super media

“Nos media, a televisão mantém o domínio e deverá continuar a investir na sua reinvenção enquanto media de comunicação. Esta é uma tendência que se verifica tanto ao nível internacional como em Portugal. A Deloitte prevê que a televisão vai consolidar o seu estatuto de super media, com o aumento de audiência, devido ao crescente número de horas passadas em frente ao televisor, e crescimento das receitas de publicidade, subscrição, pay-per-view e licenças. A nível global, este fenómeno vai gerar um crescimento da publicidade na televisão de 135 mil milhões em 2007 para 145 mil milhões de euros em 2011, o que contrasta com o declínio nos jornais e revistas de 95 mil milhões para 70 mil milhões de euros no mesmo período. Paralelamente, os programas de televisão vão ser o tópico de conversa mais comum nas redes sociais, gerando mais de um bilião de tweets, e tornando-se num verdadeiro canal influenciador junto dos consumidores.” De fato, e ao contrário do que se pensava, a TV vai continuar a ser o meio, por excelência, de consumo de media. Aliás, assiste-se ao aumento de consumo de media e à utilização de vários media em simultâneo. A Internet não matou a TV nem se prevê que o venha a fazer, tal como a TV não matou o cinema… O consumo de conteúdos está muito ligado à procura do melhor ecrã disponível, e o melhor ecrã em casa ainda é o da televisão.

O estudo indica ainda que a proliferação da importância da TV se deve ao baixo impacto da proliferação de aparelhos de gravação. Nesta área, creio que assistiremos a uma alteração num futuro próximo uma vez que há cada vez mais pessoas com estes dispositivos (nomeadamente as conhecidas set-up-box dos distribuidores de conteúdos) e falava-se em my time em vez de prime time, algo que este estudo não assume pois caracteriza os consumidores como sendo ainda bastante passivos em relação ao meio TV. Creio que nas gerações mais novas, esta realidade já não se verifica. No meu caso, posso dizer que sou uma utilizadora frequente do meu gravador.

Redes Sociais com enorme potencial mas fraca concretização

A consultora Deloitte “prevê que, em 2011, as redes sociais ultrapassem a barreira dos mil milhões de utilizadores. Contudo, o investimento publicitário neste tipo de veículos será muito pouco significativo, menos de 1 por cento do investimento total. Para os novos media podem surgir fontes de receitas mais aliciantes do que a publicidade tais como sistemas de pagamento e e-commerce.” As Redes Sociais vão continuar a dividir opiniões e, segundo a consultora, poderão ser a próxima bolha dotcom.

Jogos em crescimento

O mercado dos jogos vai continuar igualmente crescer devido ao aumento da popularidade das redes sociais, dos smartphones e tablets, mas com base em fontes de receitas mais diversificadas. Uma percentagem cada vez maior de receitas virá de subscrições mensais, vendas de periféricos, taxas de serviços ou conteúdos extra e de compras e publicidade in-game nos mercados free-to-play (F2P) e Freemium.” É a diversificação da fonte de receitas e a estratégia de ter duas linhas, uma base que seja gratuita e outra de valor premium, que estará sujeita a pagamento. É a criação de valor adicional para justificar o custo.

Distribuição de Música Digital ultrapassa os formatos físicos

“A influência do online é igualmente sentida no campo da música com as receitas referentes à distribuição de música digital a ultrapassem as dos formatos físicos (CD).” Esta conclusão advém do acentuado declínio no mercado de CD e não necessariamente ao aumento das vendas em formato digital.

Telecomunicações – LTE aquém das expectativas, wi-fi com grande crescimento e videochamadas sem convencer

“No que toca ao sector das telecomunicações, a Deloitte prevê que, em 2011, a implementação da próxima geração de redes móveis, Long Term Evolution (LTE), irá ficar aquém das expectativas uma vez que as mais recentes tecnologias de 3.ª geração, com o HSPA+ e os equipamentos que as suportam, vão continuar a responder às actuais necessidades dos consumidores.“ O wi-fi vai crescer, “entre 25 a 50 por cento, face ao tráfego efectuado através de redes móveis (GSM/UMTS). A grande fatia deste crescimento deve-se ao aumento da procura relacionada com dados multimédia, onde o Wi-Fi irá ser a rede padrão.As videochamadas terão um crescimento modesto. “As razões podem ter a ver com o facto de uma vídeo-chamada ainda ser percebida como excessiva face a um simples telefonema e demasiado impessoal para uma conversa importante.”

Mais algumas tendências importantes

“Nas 18 tendências apontadas pelo relatório TMT Predictions 2011 estão ainda contempladas previsões como o valor da informação pessoal presente nas redes sociais e novos media como uma peça essencial para a área do marketing, o reforço do peso das energias renováveis com o regresso do hidrogénio, o crescente sucesso dos espectáculos de música face ao declínio das vendas das editoras e o E-Gov como o futuro sem burocracia.”

Fonte: Deloitte

Estudo completo, aqui.

Tablets – a nova plataforma que veio para ficar

A mostrar que a nova plataforma veio para ficar, para além do enorme sucesso de vendas, está o fato de algumas universidades norte-americanas estarem já a adotar “o iPad como uma ferramenta de ensino, utilizando as mais diversas aplicações multimédia como, por exemplo, animações que explicam problemas matemáticos complexos passo-a-passo.” Quem sabe a próxima geração de Magalhães não é um tablet… Creio que a utilização das novas plataformas só poderá resultar numa melhor educação e ajudar a voltar a ligar os alunos à escola,a fazer com que a vejam não como algo que são obrigados a fazer, onde são obrigados a estar mas como um mundo em que querem estar e em que, de fato, aprendem. De formas tão divertidas e úteis como pode ser a navegação na Internet e os videojogos de que tanto gostam.

De recordar que um colégio galego já tinha apresentado no início deste ano a sua mochila digital.

Dentro desta tema, creio que é muito interessante a notícia do lançamento de uma aplicação Ipad para medir a tensão, mostrando os gigantes da Apple que estão atentos não só à importância que atribuirmos, em geral e de forma crescente, à saúde e bem-estar pessoal mas também, claramente, um piscar de olho às faixas etárias mais velhas. Este fato é de extrema importância tendo em conta a estrutura populacional de pirâmide invertida dos países ditos desenvolvidos, uma vez que é também nestes que os valores disponíveis para consumo são mais altos. É assim uma forma de tentar chegar junto de faixas etárias que estão a crescer nestes locais e, por outro lado, de incentivá-las a utilizar as novas plataformas.

Actualizado a 07.01.2011:

Ler ainda, a propósito, “The Newsonomics of tablets replacing newspapers” de Ken Doctor onde o autor alerta para a necessidade de existir uma subscrição única do jornal/ revista, que inclua o acesso nas várias plataformas, e para a atenção com os preços praticados pela publicidade e os próprios custos dos jornais que devem refletir a crescente digitalização.

Ponto Media faz 10 anos e brinda-nos com a sua experiência

Ponto Media é um dos mais antigos blogs sobre Media em Portugal e comemora 10 anos dia 2 de Janeiro. Até lá, o autor do blog, António Granado, promete “10 posts que reflectem alguma da experiência que fui ganhando com este weblog. Uma maneira de dar as boas-vindas à segunda década do século XXI.”

O 1º post já está online e é sobre as 10 tendências para 2011, seleção publicada também hoje na revista Meios & Publicidade.

António Granado é jornalista e já foi editor de Ciência e mais tarde de Online do Jornal Público. Actualmente, é Coordenador da Redação Online da RTP. Granado dá ainda (excelentes!) aulas de Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa, tendo desempenhado anteriormente as mesmas funções na Universidade de Coimbra.


Como tendências, António Granado identifica a aposta nos conteúdos móveis, a perda de influência e publicidade por parte de quem queira fazer pagar por conteúdos medíocres, o arranque em força da geo-localização, a redução das redações e o aumento do jornalismo de nicho e hiperlocal que poderão acabar com os media tradicionais, a qualidade do conteúdo como pedra basilar do Jornalismo, os tablets que não serão a salvação da profissão, a escalada da procura do vídeo pelos utilizadores (à qual os media terão de saber responder), as redes sociais como porta de divulgação dos media, a venda de produtos e serviços, o aumento do chamado “jornalismo do cidadão”, gerado pela co-criação e também o aumento de jornalismo de base de dados que permite trabalhar grandes quantidades de informação.

O melhor mesmo é ler o original.

Para conhecer um pouco mais da história deste blog, sugiro a entrevista de António Granado ao Diário2.com, na altura em que o Ponto Media completava 9 anos.

Atenção: Para quem defende o fim da Publicidade na RTP1

“JÁ SÃO conhecidos os resultados do fim da publicidade na televisão pública francesa e os deputados que aprovaram a lei querem agora voltar atrás.”

Ferramenta para prever / estudar Sucesso Viral

Segundo a Millward Brown, especialista em research publicitário, prever o sucesso viral de um vídeo deverá tornar-se mais fácil através do indicador CVP (Creative Viral Potential), a primeira medida desenvolvida para apoiar os profissionais de marketing na previsão do visionamento viral de publicidade audio-visual.

(…)

Revelaram-se quatro componentes essenciais para o sucesso viral: O Awareness Index (uma medida de engagement com a marca que há muito é utilizada por anunciantes para prever o êxito da sua publicidade em TV); o Buzz (que identifica as possibilidades de um anúncio ser motivo de conversa entre o público); o Celebrity (o perfil da celebridade utilizada se for o caso num determinado anúncio); e a Distinctiveness (uma medida da originalidade).

Fonte: Jornal Briefing

Entender a Comunicação

Post interessante de João Duarte, CEO do Grupo YoungNetwork no blog do grupo, Do Fundo da Comunicação.

Porque o melhor plano/ estratégia de comunicação passa por uma visão global das possibilidades e valências da cada player. Podemos não ter todos os martelos na não mas, de certeza, prestaremos um melhor serviço final ao cliente se o soubermos direccionar em todas as áreas, mesmo que algumas saiam da nossa empresa.

User generated advertising

logo

Descobri há pouco plataformas de user generated advertising que, segundo Jurgen Karla, será “todas as formas de comunicação que influenciam as atitudes do mercado relevante, utilizando as técnicas de user generated advertising por via dos media publicitários e por convite de um cliente identificado”.

Pegando no desejo de produção de conteúdos que surge na base da web 2.0, com uma forte incidência nas redes sociais, as marcas estão a virar-se para o consumidor para perceber como são vistas e para que estes se sintam mais próximo delas. E, quem sabe, para encontrarem um consumidor tão bom que seja o seu próximo publicitário.

Seguindo um estudo de Karla sobre a emergência de plataformas de user generated advertising, descobri algumas destas plataformas que me parecem bastante interessantes:

Informação a partir da Newsletter do Obercom n.º 49.

Tendências de media, telecom e tecnologia analisadas pela Deloitte

A Deloitte apresentou ontem as conclusões do Predictions 2008, um estudo global que apresenta tendências gerais para os mercados das telecomunicações, media e tecnologia, sem particularizar países.

Na área dos média, o Predictions 2008 estima um crescimento continuado para a publicidade online e para os serviços de televisão via Internet, mas olha para ambos sempre como complemento aos canais tradicionais e nunca como substitutos. Nesta área destaca-se ainda a tendência de redução continuada da pirataria online.

A notícia completa em tek.sapo.pt

A Agência Financeira destaca que a “Televisão vai sobreviver graças à Internet” e, citando este estudo, aponta o caminho: “Os operadores tradicionais deverão trabalhar no sentido de assegurar uma maior complementaridade entre os conteúdos emitidos nos canais on-line e os conteúdos emitidos no canal tradicional”

Publicidade

Anúncios televisivos divertidos.

Visite o site http://veryfunnyads.com/