Do WebSummit ao ClickSummit

 

O WebSummit, em Dublin, é um conjunto conferências na área da web com temas tão variados como content marketing, social buying, social selling, domótica, crescimento e planeamento de negócios, e educação para empreendedores digitais. São várias salas com conferências a decorrer em simultâneo e ainda expositores de várias start-ups que lá se encontram para se apresentarem a possíveis investidores.

De salientar que uma start-up portuguesa ganhou este ano o WebSummit batendo as outras 199 start-ups que se apresentaram no evento.

O Frederico Carvalho esteve lá e foi deixando feedback ao longo dos dias.

Por cá, vai realizar-se o ClickSummit de 20 a 26 de Novembro, conferências online e gratuitas, em tempo real, focadas em três áreas do Marketing Digital: Tráfego, Engagement e Vendas. A inscrição é feita em ClickSummit.org e as vagas são limitadas.

Existiu já um hangout com sugestões de livros e ontem um hangout sobre métricas e conversão com Virginia Coutinho, Frederico Carvalho, André Novais de Paula e Leonardo Oliveira. São hangouts de aquecimento para o ClickSummit.

O programa do evento já está disponível no site.

Marketing Digital – site, social media, crossmedia e web colaborativa

 

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Na era do Marketing Relacional, o mais importante é colocar o cliente no centro da estratégia: ouvi-lo, dar-lhe atenção, construir uma relação com ele e aprender, de forma a melhorar não só os produtos/ serviços que oferecemos mas também a forma de nos relacionarmos com os consumidores.

Com o advento do online e das novas tecnologias, o Marketing Digital tem vindo a ganhar terreno, não significando isso que o Marketing dito “tradicional” está morto ou que deixou de ter relevância.

Estratégia Digital

Dentro da estratégia digital, o mais importante é o site da empresa porque é o único que, efectivamente, lhe pertence pelo que deve ser o centro da sua estratégia. O site deve ainda ser responsive para que possa ser correctamente visualizado em dispositivos móveis, o que inclui não só tablets mas também smartphones.

domainE como escolher o nome de domínio perfeito? O Mashable sugere 18 ferramentas. Já para a questão de quando deve a página ser alterada, o hubspot ajudar a responder. Se existem dúvidas se o site deve ser responsive ou se se deve ir mais longe e lançar uma app, o the next web tenta dar indicações.

Para além do site, as redes sociais são importantes na amplificação da mensagem, servem assim como montra da empresa. Também nesta área é importante ter uma estratégia sólida e saber quais são as plataformas em que devemos estar e os respectivos objectivos, não devemos estar só porque os outros lá estão. Para saber os nomes disponíveis em cada plataforma de social media podemos utilizar o namechk.com.

Crossmedia

Uma estratégia de crossmedia é também interessante e bem trabalhada irá colocar a mensagem em várias plataformas, de forma que faça sentido em cada uma delas. Não é utilizar o mesmo em todos os meios, é adaptar a mensagem às potencialidades das plataformas. – Ver hangout sobre Crossmedia com André Novais de Paula, organizado por Vasco Marques.

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Saber pesquisar e utilizar a web colaborativa é também essencial pois esta é uma óptima fonte de pesquisa de informação, tendências, formação pessoal e também para procurar respostas a dúvidas que tenhamos, junto de profissionais. Esta potencialidade deve também ser aproveitada pelas empresas para evoluírem e para potenciarem os seus trabalhadores.

Empresa social ou anti-social

Estar nos Social Media é mais do que ter página no Twitter, Facebook, blogue, etc… Porque uma empresa pode estar a trabalhar os meios como se fossem meios offline, com a diferença que estão digitalizados. Por mais que a empresa se entenda como muito social uma vez que está nas várias plataformas, na realidade ela pode estar mais próxima de anti-social, diz Brian Solis. E se não entender o meio e não trouxer valor acrescentado ao consumidor, ele deixará de querer segui-la.

The missing value of why people should stay connected creates a void that only expands with every day that passes. (…) We’re presented with a stage to show brand empathy and earn relevance through our actions and words. Are we embracing the opportunities before us or in the end, does our investment equate to traditional marketing in a new interactive design? (…) New media channels represent a new highway for driving messages and brand stories to desired audiences. (…) With one click, they will bid farewell to the brands, even those they love, if they don’t introduce value. 

O importante, diz Brian Solis, é perceber o que o consumidor procura na marca e ir de encontro a essas necessidades, respeitando o consumidor social de hoje, um consumidor que tem acesso a bastante informação, que partilha e recebe recomendações dos seus contactos, em geral, um consumidor que quer e consegue ter uma palavra a dizer.

This is about demonstrating why someone should connect with you not just today, but every day. Give people a reason. Give people something to talk about…something to think about. Give people purpose, sustenance, and direction. 

O consumidor procura uma conversa e não um monólogo digital, procura um valor acrescentado. Aliás, sabe-se que as razões pelas quais um consumidor segue uma marca situam-se, maioritariamente, nas seguintes: já ser consumidor, oferecer ofertas especiais (promoções e passatempos) e ter conteúdos relevantes. É no valor adicional que a marca pode criar na conversação online que se encontra o caminho para o engagement. E isso tenderá a traduzir-se em vendas e recomendações como exemplifica esta infografia.

A Publicidade Não Tem que Ser Sempre Igual

Fala-se no cansaço provocado pela Publicidade mas a verdade é que esta área ainda pode surpreender-nos – basta dar asas à criatividade e apostar em algo diferente. Ficam algumas ideias:

Outdoors interativos – Seja a fazer “chamadas em alta voz a custo zero”, seja a ouvir uma rádio quando se passa pelo outdoor, sejam mupis touchscreen que possibilitam a procura e download de informação, ou o aproveitamento do suporte para fazer algo diferente, tendo em conta a sombra ou a chuva para fazer o outdoor mudar, este meio parece ter ainda muito para dar.

Publicidade em Espaços Alternativos – No ar, sobre rodas… “Nem o  céu é o limite”

Publicidade em Caixas da Telepizza – É uma forma de publicidade em espaços alternativos e não me parece agressiva. Achei muito interessante e um bom aproveitamento do suporte. No início, nem que seja por ser algo novo, pode correr bem. E creio que pode vir a ser um meio interessante para alguns tipos de produtos/ serviços.

Marketing de Guerrilha – Seja em accções de PR Stunt (acções diferentes para chamar a atenção não só das pessoas – comunicação de passa-palavra – mas também para chamar a atenção dos meios de comunicação e gerar notícias), em acções que aproveitam o espaço público (das câmaras ou de ninguém como diz André Rabanea, responsável da Torke), ou em ações diferenciadoras de Relações Públicas, o Marketing de Guerrilha usa ideias diferentes para criar algo surpreendente, a partir de budgets relativamente pequenos (claro que o “pequeno” é relativo e depende da acção).

(C) Todos os direitos reservados a TORKE Guerrilha

“Is Public Relations adapting, evolving… or failing?” – Euprera em Lisboa

A European Public Relations Education and Research Association (EUPRERA) apresenta em Lisboa o seu simpósio de Primavera subordinado ao tema “Is Public Relations adapting, evolving… or failing?”

Dias 3, 4 e 5 de Março na Escola Superior de Comunicação Social.

Gestão de Crise – O Online e o Poder da Comunicação

Depois de casos como o da Ford (que acabou bem porque lhe foi dada uma resposta rápida e concreta mas que começou porque não se percebeu o potencial das novas plataformas) e da United Airlines (um caso que correu menos bem e que começou com uma viajante da United Airlines que ficou com a sua guitarra partida no seguimento de uma viagem do Canadá para os EUA) a blogosfera portuguesa, Twitter e Facebook foram invadidos com questões sobre a Ensitel e a forma como tratou uma cliente.

Na era do Marketing Relacional, do cliente no centro da empresa, do valor da relação com o cliente e do feedback como elemento vital da estratégia de Marketing, como é que pode existir uma empresa que, não só não trate o cliente da melhor forma (infelizmente ainda existem muitas assim) mas que, mais do que isso, não perceba como funciona o mundo online e a propagação da comunicação nestas plataformas? Mais, como podem achar que apagar posts ou comentários pode ser o caminho? A comunicação unidireccional não é nesta plataforma. É lamentável que não o tenham percebido. Assim como é lamentável a resposta da empresa ao Destak sobre um possível comentário a este assunto: “a empresa diz que não está disponível nesta altura para prestar esclarecimentos e remete para mais tarde ou outro dia um comunicado ou resposta“.

E lamentável é também a reposta em comunicado enviado às redacções e publicado na página do Facebook da marca. Perderam uma óptima oportunidade de tranformar uma crise em boa comunicação sobre a empresa, uma ótima oportunidade para mudar a conversação sobre a marca. Mas, para isso, era preciso que compreendessem o que é o online e o que significa Marketing Relacional… ou, muito simplesmente, o que significa a palavra “diálogo”.

Este fiasco de Relações Públicas é já visto como um case study e já foi sugerido que os estudantes de Comunicação Estratégica / Relações Públicas fizessem uma tese sobre o caso. A hashtag #ensitel tem sido das mais activas durante o dia e já houve quem obtesse o domínio www.ensithell.com para tratar esta questão. No YouTube já circula um vídeo com o nome EnSHITel e outro sobre a reação de Hitler ao caso. No Facebook foi criada uma página, muito semelhante à página da marca, com o nome “Nunca mais compro nada na Ensitel“.

Os media ditos tradicionais também já apanharam a notícia.

Público Expresso Jornal de Notícias Diário de Notícias Destak TVI

Comentário do Paulo Querido no Correio da Manhã

Alguns blogs:

Posts que originaram a discussão são da Jonasnuts

Alguns comentários: O Melhor e Pior Aberto até de Madrugada WebMilionário Blasfémias

Interessante o artido da Daniela Espírito Santo no Jornal de Notícias Como responder a uma “revolta” na redes sociais?, o do Paulo Morais ENSITEL é alvo de “BUZZ Negativo” na WEB, o que fazer? ou o da Helena Garrido no Jornal de Negócios Blogues, Twitter e Ensitel.