O fim das fan gates no Facebook

 

O Facebook informou que deixará de ser possível utilizar fan gates, ou seja, obrigar a fazer “gosto” na página para poder participar em algo, normalmente em passatempos. As aplicações que utilizem fan gates devem ser alteradas para retirar esta opção até Novembro de 2014. As novas aplicações já não poderão ter esta opção.

You must not incentivize people to use social plugins or to like a Page. This includes offering rewards, or gating apps or app content based on whether or not a person has liked a Page. It remains acceptable to incentivize people to login to your app, checkin at a place or enter a promotion on your app’s Page.

Muitas marcas ficaram em pânico pois ainda consideram que o número de “likes” (ou “gostos”) na página é uma métrica muito relevante por si só. Ora, como este artigo indica, o que uma fan gate faz é obrigar as pessoas a gostar de uma página mesmo não estando necessariamente a gostar da marca mas sim do prémio que querem conquistar. Assim, muitas vezes, uma marca tem centenas ou milhares de likes mas não existe quase nenhuma interacção na página, apenas um ou outro gosto e uma ou outra partilha… agora, pergunto eu: de que vale o investimento numa estratégia nesta plataforma (ou em qualquer outra) para não existir qualquer retorno? E o retorno, no caso do Facebook, mede-se essencialmente pelo engagement e por outras métricas relevantes para a marca (download de algo, acessos ao site, visualizações, etc.).

Estas pessoas “obrigadas a colocar gosto” não estarão necessariamente interessadas na página e levarão a uma queda no engagement e, consequentemente, a um reach (alcance) menor. Para além disso, se a marca quiser investir em publcidade para interacção na página com os fãs, terá de utilizar um valor muito mais alto do que se tivesse menos fãs mas que fossem efectivamente pessoas interessadas na página. E pior, os falsos likes são impossíves (pelo menos para já) de apagar pelo que ficarão por lá como fantasmas a vaguear na página e a puxar para baixo métricas que podem ser relevantes.

No fim do artigo encontram-se 3 sugestões para, efectivamente, interagir com os fãs na plataforma:

  1. Esquecer os “likes” – O que interessa é que as pessoas se interessem pela marca e queiram segui-la e, eventualmente, também interagir com ela;
  2. Não impedir o engagement – Tornar o mais fácil possível para alguém aceder ao nosso conteúdo e votar, partilhar, etc, pois cada vez que o faz, provavelmente ele vai aparecer no seu newsfeed e chegar a outras pessoas;
  3. Dar a possibilidade dos fãs se apresentarem – Em vez de os forçar a entregar informação que não querem partilhar. Os fãs vão aprecisar este respeito.

O artigo traz algumas dicas úteis mas a mais importante é, sem sombra de dúvidas, a desmistificação dos “gostos” e a necessidade de gerar conteúdos relevantes para que as pessoas queiram interagir com as marcas, em vez de serem, de alguma forma, forçadas a isso. Afinal, ninguém quer uma relação por obrigação…

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