Tablets – a nova plataforma que veio para ficar

A mostrar que a nova plataforma veio para ficar, para além do enorme sucesso de vendas, está o fato de algumas universidades norte-americanas estarem já a adotar “o iPad como uma ferramenta de ensino, utilizando as mais diversas aplicações multimédia como, por exemplo, animações que explicam problemas matemáticos complexos passo-a-passo.” Quem sabe a próxima geração de Magalhães não é um tablet… Creio que a utilização das novas plataformas só poderá resultar numa melhor educação e ajudar a voltar a ligar os alunos à escola,a fazer com que a vejam não como algo que são obrigados a fazer, onde são obrigados a estar mas como um mundo em que querem estar e em que, de fato, aprendem. De formas tão divertidas e úteis como pode ser a navegação na Internet e os videojogos de que tanto gostam.

De recordar que um colégio galego já tinha apresentado no início deste ano a sua mochila digital.

Dentro desta tema, creio que é muito interessante a notícia do lançamento de uma aplicação Ipad para medir a tensão, mostrando os gigantes da Apple que estão atentos não só à importância que atribuirmos, em geral e de forma crescente, à saúde e bem-estar pessoal mas também, claramente, um piscar de olho às faixas etárias mais velhas. Este fato é de extrema importância tendo em conta a estrutura populacional de pirâmide invertida dos países ditos desenvolvidos, uma vez que é também nestes que os valores disponíveis para consumo são mais altos. É assim uma forma de tentar chegar junto de faixas etárias que estão a crescer nestes locais e, por outro lado, de incentivá-las a utilizar as novas plataformas.

Actualizado a 07.01.2011:

Ler ainda, a propósito, “The Newsonomics of tablets replacing newspapers” de Ken Doctor onde o autor alerta para a necessidade de existir uma subscrição única do jornal/ revista, que inclua o acesso nas várias plataformas, e para a atenção com os preços praticados pela publicidade e os próprios custos dos jornais que devem refletir a crescente digitalização.

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Ponto Media faz 10 anos e brinda-nos com a sua experiência

Ponto Media é um dos mais antigos blogs sobre Media em Portugal e comemora 10 anos dia 2 de Janeiro. Até lá, o autor do blog, António Granado, promete “10 posts que reflectem alguma da experiência que fui ganhando com este weblog. Uma maneira de dar as boas-vindas à segunda década do século XXI.”

O 1º post já está online e é sobre as 10 tendências para 2011, seleção publicada também hoje na revista Meios & Publicidade.

António Granado é jornalista e já foi editor de Ciência e mais tarde de Online do Jornal Público. Actualmente, é Coordenador da Redação Online da RTP. Granado dá ainda (excelentes!) aulas de Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa, tendo desempenhado anteriormente as mesmas funções na Universidade de Coimbra.


Como tendências, António Granado identifica a aposta nos conteúdos móveis, a perda de influência e publicidade por parte de quem queira fazer pagar por conteúdos medíocres, o arranque em força da geo-localização, a redução das redações e o aumento do jornalismo de nicho e hiperlocal que poderão acabar com os media tradicionais, a qualidade do conteúdo como pedra basilar do Jornalismo, os tablets que não serão a salvação da profissão, a escalada da procura do vídeo pelos utilizadores (à qual os media terão de saber responder), as redes sociais como porta de divulgação dos media, a venda de produtos e serviços, o aumento do chamado “jornalismo do cidadão”, gerado pela co-criação e também o aumento de jornalismo de base de dados que permite trabalhar grandes quantidades de informação.

O melhor mesmo é ler o original.

Para conhecer um pouco mais da história deste blog, sugiro a entrevista de António Granado ao Diário2.com, na altura em que o Ponto Media completava 9 anos.