Content Marketing – Do Storytelling à TV Social

 

A importância do storytelling cresce a cada dia pois, num mundo em que a informação não pára e somos constantemente bombardeados por ela, só quem tiver uma boa história e a concretizar bem, irá conseguir sobressair da multidão.

The division between storytelling and marketing has dissolved. Stories play on people’s fears and emotions. With stories, brands connect with readers on a more human level.

in Social Media Today

Ao mesmo tempo, assistimos à emergência da TV Social e de como as estações de televisão estão a lidar com esta nova realidade e com a necessidade de criar conteúdos em outras plataformas.

TV networks are trying to take advantage of viewers who are increasingly multitasking as they watch shows. More than 40% of Americans have smartphones or tablets in their hands each day as they watch TV, according to Nielsen.

in The Wall Street Journal

O Content Marketing passa (ou deve passar) assim a ser o foco das empresas quer nas histórias que criam em publicidade, nas redes sociais ou mesmo na continuidade para outras plataformas. De salientar que o processo começa no planeamento e que é também importante que a marca esteja atenta ao que se diz sobre si.

Um bom Gestor de Comunidades (via Social Media Examiner)

SocialMediaExaminerO Social Media Examinar deixa 9 dicas para um bom Gestor de Comunidades:

  • Conhecer o tom da marca: O tom/ voz deve estar alinhado com  a marca e com a sua estratégia bem como com a filosofia da empresa. O tom é importante não só nas postagens mas também nas respostas e deve ser sempre o mesmo para que a comunidade o possa reconhecer e saber o que esperar da marca;how-to-pose
  • Incluir imagens: sejam fotos, screenshots ou gráficos, quanto mais imagens a página tiver mais rica ela será;
  • Conhecer as regras: um Gestor de Comunidades deve conhecer as regras da plataforma em que está pois, caso contrário, a página corre o risco de ser encerrada e todo o trabalho será perdido;
  • Conhecer o meio em que se insere a marca que se está a trabalhar. Só assim se conhecerá alguma nomenclatura exclusiva bem como melhor se perceberá como interagir com os consumidores.
  • Reconhecer os membros: Se for possível com fotos de acções específicas. Mas pode também ser feito percebendo-se quais são os utilizadores que mais interagem com a página e criar com eles uma relação especial. Se bem trabalhada esta relação, pode ganhar-se embaixadores da marca;
  • Responder rápido: Cada comentário deve ter uma resposta rápida, seja uma resposta final, uma indicação que se irá tentar perceber melhor o assunto ou passar a sugestão ao departamento devido ou até indicar um local onde a questão possa ser atendida;
  • Estar atento às mudanças: as várias plataformas, particularmente o Facebook, vão mudando bastante e o gestor tem de estar atento a estas mudanças e aprender a trabalhar com elas;
  • Responder com calma a posts negativos: Respirar fundo antes de responder a estes posts. É importante perceber que estamos a comunicar em nome de uma marca e que o online não é uma sala fechada. Para além disso, já acima mencionei que, muitas vezes, conseguimos criar verdadeiras ligações com alguns consumidores que se tornam embaixadores da marca e que podem defendê-la nestes casos. Muitas vezes nem é necessário uma resposta mais directa embora deva existir algum tipo de resposta;
  • Diverte-te: Se te divertires, provavelmente a tua comunidade também se divertirá. O que se pretende é partilhar boas experiências com os fãs.

Não esquecer que a base de todo o trabalho de gestão de comunidades é ter bons conteúdos, de forma a ser relevante para os utilizadores e assim criar uma relação com eles para que se sintam ligados à marca

4 Vectores de Identidade da Marca – Wally Olins

Muitas vezes esquecemo-nos que tudo comunica numa marca: não apenas a publicitação da mesma (o vector em que pensamos quando se fala em comunicação) mas também o ambiente físico da marca (a loja), as pessoas e comportamentos (como se comportam as pessoas que trabalham nesta empresa e de que forma interagem com os clientes) e, claro, o próprio produto. Se estes quatro vectores estiverem alinhados, a comunicação será eficaz. Se um ou mais indicarem coisas contrárias acerca da marca, a mensagem será confusa. No mundo de hoje, não há tempo para descodificar marcas confusas, passamos-lhes simplesmente à frente.

É importante recordar estes quatro vectores pois, muitas vezes, a comunicação da marca (o que diz sobre si própria) não está alinhada com a realidade do produto ou do espaço em que este é vendido. Obviamente que, de produto para produto ou de sector para sector, os eixos mais importantes serão uns ou outros mas o seu alinhamento é indispensável. Quantas vezes não nos divorciamos de uma marca porque fomos mal atendidos numa loja ou porque um dos seus colaboradores não soube dar-nos a informação que necessitávamos? Se houver outra marca a oferecer algo semelhante, o cliente não vai hesitar em trocar. Até porque hoje se sabe que é, cada vez mais, difícil conseguir manter um cliente fiel a uma marca. Sabe-se também que é menos oneroso manter um cliente do que conseguir novos clientes… assim é elementar alinhar as 4 áreas de Comunicação da Marca indicada por Olins… e obviamente oferecer uma característica diferenciadora para nos distinguirmos na imensidão de marcas existentes.

70% dos Marketeers não acompanham o que se diz online sobre a marca

Um estudo da Alterian indica que 70% dos Marketeers praticamente não sabem o que se diz sobre a sua marca nas redes sociais nem as monitorizam em termos de gestão. 77% considera ainda que a sua marca pode estar em risco por não envolver tanto os consumidores como deveria. De notar que 57% acredita que o budget global de Marketing vai aumentar nos próximos 12 meses, subindo esta percentagem para 75% quando se fala no aumento do budget para Marketing Online/ Social Media (ver infografia).

Nota-se uma grande importância percebida relativamente a mensagens/ eventos personalizados, com quase 1/4 dos inquiridos a indicar que o fazem.

43% dos e-mails enviados têm por base um segmentação e o envio de uma mensagem diferente para cada segmento. No entanto, apenas 13% dos e-mails são enviados com base em preferências individuais dos utilizadores com monitorização em tempo real.

De fato, o Marketing Relacional é algo tão necessário (em muitas área, principalmente aquelas em que existe uma enorme dificuldade de diferenciação das marcas) quanto dispendioso. Assim, é importante pensar bem antes de avançar para estratégias nesta área, nomeadamente ao nível da personalização. Por outro lado, as redes sociais são uma realidade incontornável e, mesmo que a marca não esteja em nenhuma rede social, provavelmente estará já a ser falada pelos seus consumidores e deverá, no mínimo, monitorizar a conversação. Aliás, o mais importante das redes sociais é ouvir. Numa segunda fase é que deverá tratar de envolver os consumidores (se fizer sentido para a sua estratégia) e é nesta fase que entrará nas redes sociais, seguindo uma estratégia e objectivos, tal como o faria em qualquer outra acção de Marketing. Este é um trabalho a tempo inteiro e não algo que se deve fazer uns minutos por dia pois, caso contrário o foco nunca vai estar realmente nesta área e vai falhar no feedback. E os consumidores não perdoam ser ignorados num local de conversação/ partilha.

Interessante a frase citada no estudo:

“Engaging users across social media platforms has become a full time job. Not only do you need to participate, you need to be able to monitor and analyze the chatter.”
CMSWire
“A Look Back at Web Engagement in 2010” December 28, 2010

O estudo foi realizado online (através do envio direto por email) e offline (em vários eventos da indústria por todo o mundo). Os inquiridos tinham a seguinte distribuição por território: 71% América do Norte, 17% Europa, 7% Ásia Pacifico, 2% América do Sul, 1% Médio-Oriente, 2% Outros.