Marketing Digital – site, social media, crossmedia e web colaborativa

 

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Na era do Marketing Relacional, o mais importante é colocar o cliente no centro da estratégia: ouvi-lo, dar-lhe atenção, construir uma relação com ele e aprender, de forma a melhorar não só os produtos/ serviços que oferecemos mas também a forma de nos relacionarmos com os consumidores.

Com o advento do online e das novas tecnologias, o Marketing Digital tem vindo a ganhar terreno, não significando isso que o Marketing dito “tradicional” está morto ou que deixou de ter relevância.

Estratégia Digital

Dentro da estratégia digital, o mais importante é o site da empresa porque é o único que, efectivamente, lhe pertence pelo que deve ser o centro da sua estratégia. O site deve ainda ser responsive para que possa ser correctamente visualizado em dispositivos móveis, o que inclui não só tablets mas também smartphones.

domainE como escolher o nome de domínio perfeito? O Mashable sugere 18 ferramentas. Já para a questão de quando deve a página ser alterada, o hubspot ajudar a responder. Se existem dúvidas se o site deve ser responsive ou se se deve ir mais longe e lançar uma app, o the next web tenta dar indicações.

Para além do site, as redes sociais são importantes na amplificação da mensagem, servem assim como montra da empresa. Também nesta área é importante ter uma estratégia sólida e saber quais são as plataformas em que devemos estar e os respectivos objectivos, não devemos estar só porque os outros lá estão. Para saber os nomes disponíveis em cada plataforma de social media podemos utilizar o namechk.com.

Crossmedia

Uma estratégia de crossmedia é também interessante e bem trabalhada irá colocar a mensagem em várias plataformas, de forma que faça sentido em cada uma delas. Não é utilizar o mesmo em todos os meios, é adaptar a mensagem às potencialidades das plataformas. – Ver hangout sobre Crossmedia com André Novais de Paula, organizado por Vasco Marques.

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Saber pesquisar e utilizar a web colaborativa é também essencial pois esta é uma óptima fonte de pesquisa de informação, tendências, formação pessoal e também para procurar respostas a dúvidas que tenhamos, junto de profissionais. Esta potencialidade deve também ser aproveitada pelas empresas para evoluírem e para potenciarem os seus trabalhadores.

70% dos Marketeers não acompanham o que se diz online sobre a marca

Um estudo da Alterian indica que 70% dos Marketeers praticamente não sabem o que se diz sobre a sua marca nas redes sociais nem as monitorizam em termos de gestão. 77% considera ainda que a sua marca pode estar em risco por não envolver tanto os consumidores como deveria. De notar que 57% acredita que o budget global de Marketing vai aumentar nos próximos 12 meses, subindo esta percentagem para 75% quando se fala no aumento do budget para Marketing Online/ Social Media (ver infografia).

Nota-se uma grande importância percebida relativamente a mensagens/ eventos personalizados, com quase 1/4 dos inquiridos a indicar que o fazem.

43% dos e-mails enviados têm por base um segmentação e o envio de uma mensagem diferente para cada segmento. No entanto, apenas 13% dos e-mails são enviados com base em preferências individuais dos utilizadores com monitorização em tempo real.

De fato, o Marketing Relacional é algo tão necessário (em muitas área, principalmente aquelas em que existe uma enorme dificuldade de diferenciação das marcas) quanto dispendioso. Assim, é importante pensar bem antes de avançar para estratégias nesta área, nomeadamente ao nível da personalização. Por outro lado, as redes sociais são uma realidade incontornável e, mesmo que a marca não esteja em nenhuma rede social, provavelmente estará já a ser falada pelos seus consumidores e deverá, no mínimo, monitorizar a conversação. Aliás, o mais importante das redes sociais é ouvir. Numa segunda fase é que deverá tratar de envolver os consumidores (se fizer sentido para a sua estratégia) e é nesta fase que entrará nas redes sociais, seguindo uma estratégia e objectivos, tal como o faria em qualquer outra acção de Marketing. Este é um trabalho a tempo inteiro e não algo que se deve fazer uns minutos por dia pois, caso contrário o foco nunca vai estar realmente nesta área e vai falhar no feedback. E os consumidores não perdoam ser ignorados num local de conversação/ partilha.

Interessante a frase citada no estudo:

“Engaging users across social media platforms has become a full time job. Not only do you need to participate, you need to be able to monitor and analyze the chatter.”
CMSWire
“A Look Back at Web Engagement in 2010” December 28, 2010

O estudo foi realizado online (através do envio direto por email) e offline (em vários eventos da indústria por todo o mundo). Os inquiridos tinham a seguinte distribuição por território: 71% América do Norte, 17% Europa, 7% Ásia Pacifico, 2% América do Sul, 1% Médio-Oriente, 2% Outros.

Rapidez na compra pode estar relacionada com o sobrenome

Os investigadores Kurt A. Carlson (Georgetown University) and Jacqueline M. Conard (Belmont University) concluiram que a rapidez com que uma compra é feita está diretamente relacionada com o sobrenome de cada pessoa. O sobrenome em causa é aquele com que a pessoa nasceu e não o que adquiriu mais tarde por casamento.

A investigação concluiu que esta ligação à primeira letra do sobrenome está relacionada com as chamadas na escola e em outros locais que é feita por ordem alfabética (em Portugal utiliza-se pouco o sobrenome e mais o primeiro nome, será que aqui também faz sentido?). Assim, quanto mais o sobrenome de uma pessoa começa com uma letra que aparece mais tarde no alfabeto, mais essa pessoa estará habituada a esperar e mais tenderá a comprar mais rapidamente quando a compra não depende da variável nome. Segundo o estudo, serão estas pessoas a esperar em grandes filas para serem as primeiras a comprar algo ou a valorizar uma oferta de uma marca que lhes possibilite um compra antes de todos. Quanto aos sobrenomes começados com letras do início do alfabeto, o estudo conclui que estão habituados a ter as coisas primeiro e que não dão muito valor a este tipo de oferta.

Mais um estudo que poderá ser muito importante para as estratégias de Marketing, nomedamente no Marketing Relacional que, no limite, poderá ser one-to-one. De qualquer forma, é importante lembrar que nem todos os países ordenam alfabeticamente pelo último nome e também que existem diferenças culturais de país para país (ou até de cidade para cidade) pelo que este estudo, para ser tido em conta, deveria ser validado em cada país e dentro deste, em vários locais.

Mais informações em Science Daily, a partir de um estudo do Journal of Consumer Research.