As 4 métricas para Conteúdos por Jay Baer

Seguindo Jay Baer “Content isn’t just about consumption, so don’t only track consumption. It’s also about sharing and leads and sales.”

Mais do que vendas, que é, claramente o objectivo final, os conteúdos são potenciadores de publicitação por parte do utilizador, são formas de aproximar o consumidor da marca e ainda de fomentar o espírito de grupo (o “eu vi”, “eu partilhei” e até o “eu já fiz um remix com esse conteúdo”). Por tudo isto, os conteúdos e a Comunicação são muito mais do que apenas vendas e é relevante perceber-se a sua importância nas várias dimensões.

Jay Baer sugere 4 métricas para Conteúdos:

1. Métricas de Consumo – Quantas vezes o conteúdo foi visto, quantas páginas foram vistas, quantos downloads;

2. Métricas de Partilha – Mede o grau de sucesso de um conteúdo gerar partilha. Quantas vezes os consumidores partilham o conteúdo e de que forma o fazem. Aqui insere-se a vontade de tornar um conteúdo viral;

3. Métricas de Aquisição de Leads“É aqui que se começa a determinar se o esforço colocado no Marketing de Conteúdos tem retorno financeiro”.  Quantos consumidores que viram o conteúdo chegaram, efectivamente, a fazer aquilo que a Comunicação tinha como objectivo (inscrever num site, numa newsletter, preencher um formulário, pedir informações… etc.);

4. Métricas de Vendas – Que conteúdos geraram vendas? Quantos conteúdos viu um utilizador até chegar à etapa da compra?

De salientar que nem tudo pode ser medido e que a criação de proximidade com o consumidor e o dar-lhe voz para exprimir as suas sugestões/ reclamações é algo que, hoje em dia, não tem preço e que vai para além das métricas.

Youtube – Um Caso de Sucesso Sem Retorno de Investimento (pelo menos para já)

O gigante Google comprou o YouTube em 2006 mas, até ao momento, ainda só perdeu dinheiro com esta plataforma. Tal como o Twitter que tem um enorme potencial que ainda não se materializou em Retorno de Investimento, o mesmo acontece com o YouTube.

O Twitter triplicou os tweets na plataforma e o YouTube é a maior plataforma de partilha de vídeo online com mais de 24 horas de vídeo inseridas no site por minuto e tendo ultrapassado os 2 biliões de visualizações por dia em Maio de 2010. Mas o problema destas plataformas de redes sociais é não conseguirem tornar o seu potencial em modelo de negócio lucrativo, pelo menos para já. Este grande potencial mas fraca concretização é, aliás, uma das previsões para 2011 da Consultora Deloitte.

A Google está já há algum tempo a estudar projetos que resultem na concretização de retorno do potencial do YouTube e indicou recentemente uma renovação desta plataforma, seguindo o modelo Freedum (um misto de conteúdos gratuitos e pagos). Assim, a aposta passará por “conteúdos televisivos produzidos profissionalmente para reforçar o YouTube.” (…) nos quais se incluem “a introdução de canais temáticos para áreas como artes e desporto, sendo que, cerca de 20 desses canais irão apresentar algumas horas de conteúdos televisivos profissionais por semana, segundo noticiou o Wall Street Journal.” Estes canais serão lançados em versão premium e aproximarão o YouTube do Netflix, um distribuidor de conteúdos online norte-americano.

As Redes Sociais e a Proximidade ao Consumidor

A importância das redes sociais reside no facto do Homem ser uma animal social e ter necessidade de comunicar. As redes sociais já existem há muito (grupos de amigos, etc.) e também existem na Internet há já vários anos (blogues, fóruns) tendo começado com os fóruns específicos para questões sobre software e hardware onde os vários utilizadores trocavam ideias / questões/ respostas sobre problemas em comum.

Hoje as redes sociais explodiram porque são mais fáceis de utilizar e mais apeteciveis até pelo design da página. E coloca-se muitas vezes a questão de como medir o retorno de investimento (ROI). Mas talvez seja necessário pensar de uma forma diferente. Como medimos o retorno de ter uma linha directa no escritório, de ter um telemóvel e estar sempre contactável, de ter internet em qualquer lado? Percebemos que existe aqui uma mudança cultural, um mundo em que estamos sempre ligados. Sobre esta questão, é bastante interessante o artigo do Social Media Today sobre ROI in social media, connected world.

Quando se gasta dinheiro em estudos de mercado (que são importantes, claro), a entrada nas redes sociais pode ser pertinente pois é uma forma de estar mais perto do consumidor e perceber, sem interlocutores no meio, o que os consumidores querem, o que não querem ou consideram que funciona mal e como utilizam os nosso produtos / serviços (que, muitas vezes, pode ser diferente da forma que tínhamos pensado). É preciso ouvir e aprender, conversar com o consumidor.

Como indica o artigo “A very large, very profitable company admitted that engaging and celebrating and responding to and sharing with their customers changed their entire company culture“. Porque é a ouvir, aprender e conversar com o consumidor que se consquista a sua fidelidade.

E qual é o valor de estar próximo do consumidor (customer closeness)? Num outro artigo e partindo da ideia do livro Hidden Champions of the 21st Century de Hermann Simon, fica a conclusão “According to Simon, by staying close to your most demanding customers, these companies drive performance and innovation”. E estes paramêtros (principalmente a inovação, também não são fáceis de medir).