Marketing Digital – site, social media, crossmedia e web colaborativa

 

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Na era do Marketing Relacional, o mais importante é colocar o cliente no centro da estratégia: ouvi-lo, dar-lhe atenção, construir uma relação com ele e aprender, de forma a melhorar não só os produtos/ serviços que oferecemos mas também a forma de nos relacionarmos com os consumidores.

Com o advento do online e das novas tecnologias, o Marketing Digital tem vindo a ganhar terreno, não significando isso que o Marketing dito “tradicional” está morto ou que deixou de ter relevância.

Estratégia Digital

Dentro da estratégia digital, o mais importante é o site da empresa porque é o único que, efectivamente, lhe pertence pelo que deve ser o centro da sua estratégia. O site deve ainda ser responsive para que possa ser correctamente visualizado em dispositivos móveis, o que inclui não só tablets mas também smartphones.

domainE como escolher o nome de domínio perfeito? O Mashable sugere 18 ferramentas. Já para a questão de quando deve a página ser alterada, o hubspot ajudar a responder. Se existem dúvidas se o site deve ser responsive ou se se deve ir mais longe e lançar uma app, o the next web tenta dar indicações.

Para além do site, as redes sociais são importantes na amplificação da mensagem, servem assim como montra da empresa. Também nesta área é importante ter uma estratégia sólida e saber quais são as plataformas em que devemos estar e os respectivos objectivos, não devemos estar só porque os outros lá estão. Para saber os nomes disponíveis em cada plataforma de social media podemos utilizar o namechk.com.

Crossmedia

Uma estratégia de crossmedia é também interessante e bem trabalhada irá colocar a mensagem em várias plataformas, de forma que faça sentido em cada uma delas. Não é utilizar o mesmo em todos os meios, é adaptar a mensagem às potencialidades das plataformas. – Ver hangout sobre Crossmedia com André Novais de Paula, organizado por Vasco Marques.

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Saber pesquisar e utilizar a web colaborativa é também essencial pois esta é uma óptima fonte de pesquisa de informação, tendências, formação pessoal e também para procurar respostas a dúvidas que tenhamos, junto de profissionais. Esta potencialidade deve também ser aproveitada pelas empresas para evoluírem e para potenciarem os seus trabalhadores.

A utilização da Internet – Relatório Eurostat 2012

 

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Segundo o relatório da Utilização de Internet do Eurostat sobre a Europa a 27, mais de metade dos utilizadores da Internet colocam mensagens nas redes sociais e mais de 60% lê notícias online.

De recordar que um dos hábitos da geração Y, a partir do Relatório 2012 Cisco Connected World Technology, é o facto da “primeira ação de 90% dos jovens no momento em que acordam (ser) agarrar nos smartphones e verificar o email, mensagens e updates nas redes sociais, muitas vezes antes de saírem da cama. O inquérito (foi) realizado a 1800 estudantes universitários e jovens profissionais com idades entre os 18 e os 30 anos, em 18 países. O estudo mostra ainda que dois em cada cinco inquiridos dizem que se sentiriam ansiosos se não pudessem usar os seus smartphones para se manterem ligados, como se uma faltasse uma parte do seu corpo.” É o que se chama de “síndroma de abstinência de informação“.

O estudo do Eurostat revela ainda que Portugal é o país em que mais utilizadores colocam mensagens nas redes sociais (75%), sendo este o aspecto da Internet que mais tempo nos retira. A par deste estudo podemos ainda lembrar o da Marktest sobre Os Portugueses e as Redes Sociais em que se verifica queos utilizadores passam em média 88 minutos por dia nas redes sociais, sendo o período mais ativo o pós-laboral.”

De salientar que, no geral da Europa a 27, enviar e receber emails continua a ser a actividade mais comum (89%), logo seguida da procura de informação sobre bens ou serviços (83%). A leitura de notícias online conquista 61% dos internautas europeus, a utilização de serviços de banca online convencem 54% e 50% utiliza a internet para serviços relacionados com viagens.

Relativamente à cobertura de Internet, o relatório do Eurostat indica que 3/4 das casas na União Europeia tem acesso à Internet, o que quase duplicou desde 2006. Acima dos 90% de lares cobertos pela Internet encontram-se a Islândia (95%), a Holanda (94%), o Luxemburgo e a Noruega (93%) e a Dinamarca (92%). Portugal ficou abaixo da média da UE apenas com 61% dos lares cobertos com Internet, não chegando a duplicar a percentagem de lares cobertos em 2006 (35%).

Em termo de ligações 72% destas eram de banda larga na Europa a 27, o que em 2006 acontecia apenas em 30% dos lares. Acima dos 90% de lares cobertos com banda larga destaca-se apenas a Islândia (91%). Portugal quase triplicou a percentagem de lares cobertos com banda larga, de 24% em 2006 para 60% em 2012. Nota-se assim que, apesar da percentagem de lares cobertos com internet em Portugal não ter chegado a duplicar, a internet de banda larga tem conquistado cada vez mais espaço e o seu aumento para perto do triplo poderá ser explicado pelo facto de novas ligações serem já feitas por banda larga bem como por ligações já existentes terem sido convertidas para esta opção.

Potencialidades do Mobile no PDC

Se algumas fases do Processo de Decisão de Compra são, tipicamente, mais solitárias ou com maior interação com amigos em vez da publicidade ou do que as marcas querem transmitir… o mobile vem alterar esta realidade e introduzir a possibilidade de interagir com o target, seja ele iniciador, influenciador, decisor ou consumidor, em todas as fases do Processo de Decisão de Compra. E isto acontece porque os dispositivos móveis, como os telemóveis ou os smarthphones, nos acompanham durante todo o dia, nas várias fases e faces que assumimos ao longo do mesmo, quer estejamos “no local de compra, no trânsito, no trabalho ou em casa”.

“Data from InsightExpress showed that during the holiday 2010 season, smartphone owners used their devices at different stages of the purchase funnel: to receive sale alerts (awareness), look for better prices and product reviews (consideration) and redeem coupons (conversion). This gives retailers many opportunities to connect with consumers and encourage purchase and loyalty.”

Por outro lado, é possível perceber que as marcas, no caso deste estudo os distribuidores, ainda consideram que podem implementar mais ações nesta área pelo que ainda estão apenas a começar.

Há ainda que ter em conta a subida nas vendas dos smartphones (consequência também da descida de preços) e a entrada dos tablets no dia-a-dia, o que resulta na maior relevância do mobile, área a que o mercado começa a estar bastante atento.

Considerando o mercado norte-americano, “eMarketer predicts smartphone ownership will rise from 31% of the mobile population this year to 43% by 2015. Nearly 110 million Americans will have a smartphone by the end of that year.” De salientar que os utilizadores de smartphones tendem a ser mais activos, até porque têm mais opções nos dispositivos que trazem sempre consigo. E os marketeers necessitam de estar atentos à nova realidade que se está a desenhar até porque, como sintetiza Noah Elkin, um dos principais analistas da eMarketer, “for marketers, half the battle of staying relevant is showing up in the right place and on the right platform.”