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A velocidade do online

60seg

O que capta a minha atenção #6

 

Gestão de Tempo e Sonhos

Porque uma boa gestão de tempo é meio caminho andado para o sucesso, deixo 12 dicas para uma gestão de tempo eficaz e porque os sonhos movem montanha, ficam também 10 formas de seguir um sonho mesmo quando se trabalha a tempo inteiro.

Facebook

Numa jogada arriscada uma vez que tem quase 1/4 do tráfego proveniente do Facebook ou numa óptima campanha de relações públicas a Eat24hours anunciou a sua saída do Facebook na sequência das diversas mudanças de algoritmos e de considerar que está a chegar a pessoas que não têm interesse para o seu negócio. Quanto ao reach percebo perfeitamente mas a verdade é que era impossível ter cada vez mais marcas no Facebook e continuar a mostrá-las quase todas ao utilizador. Para além disso, há que não esquecer que o Facebook é uma empresa e como objectivo gerar receitas.

Medição, Publicidade e Documentário

E.life alarga análise de redes sociais ao YouTube a Motion Mobile Ads chegam a Portugal.

O documentário sobre a Primavera Árabe “Estrada da Revolução”, produzido pela beActive, chega esta quinta-feira ao video on demand

Amazon 

Petição para levar a Amazon UK a voltar a ter o free super save delivery que esta filial encerrou dia 3 de Abril para vários países da Europa.

O Facebook e as fugas das Redes Sociais

 

Facebook

Uma investigação recente aborda o paralelismo entre as redes sociais e as doenças, indicando que:

“Social media is like a disease that spreads, and then dies”

O estudo da Universidade de Princeton ainda não foi validado pelos seus pares e tem como base a pesquisa de termos no Google Trends. Partindo do exemplo específico do MySpace, concluiu-se que o Facebook vai perder 80% dos seus utilizadores entre 2015 e 2017.

Facebook responde ao estudo da Universidade de Princeton,
ridicularizando o seu método de pesquisa e as conclusões daí retiradas.

No mesmo sentido de perda de utilizadores, surge o estudo americano do IstrategyLabs, entre 2011 e 2014, que aponta alguns dados que já eram do conhecimento geral, nomeadamente, a fuga de jovens do Facebook:

Algumas conclusões que podemos retirar do mercado norte-americano (que podem também estar a ser replicadas em outros países) é que os mais jovens estão a sair do Facebook mas as faixas etárias com maior poder de compra continuam lá. De qualquer forma, e estando os jovens a sair da plataforma, no futuro é possível que não regressem e, nesse caso, as faixas etárias com maior poder de compra (que passarão a ser eles) não estarão lá e há que saber acompanhá-las.

Redes Sociais - Estudo português de 2013 da Marktest

Panorama Português

No panorama português, o estudo da Marktest “Os Portugueses e as Redes Sociais 2013”, avança que 27% dos utilizadores desistiram de alguma rede social no último ano. O motivo principal é a “falta de interesse”, logo seguido por “porque os amigos mudaram”.

O estudo abrangeu 4,125 milhões de utilizadores, residentes no Continente com idades compreendidas entre 15 e 64 anos e mostra que:

As elevadas taxas de penetração do Facebook são comuns a todas as faixas da população mas entre os restantes sites há algumas diferenças nas suas posições relativas, nota a Marktest.

Alguns resultados curiosos, nomeadamente a taxa de penetração do Google +, rede em que os Marketeers terão que apostar cada vez mais até porque, sendo um produto Google, ajuda bastante a optimizar para o que é o principal motor de busca em Portugal. Poder-se-á ainda argumentar que esta rede é sobretudo “fantasma” uma vez que muitas pessoas têm conta mas não utilizam efetivamente a plataforma. De qualquer forma, os dados acima podem ser um indicador de que esta realidade tenderá a alterar-se.

Instagram e Pinterest

De salientar ainda a crescente importância das redes sociais baseadas na imagem – Instagram e Pinterest – o que não será surpreendente tendo em conta a necessidade de partilha e da vida vivida no instante, para isso, nada melhor que uma imagem.

Actualizado a 24/ 01/ 2014: Acrescentada a informação sobre a resposta do Facebook ao estudo da Universidade de Princeton.

Youtube – Um Caso de Sucesso Sem Retorno de Investimento (pelo menos para já)

O gigante Google comprou o YouTube em 2006 mas, até ao momento, ainda só perdeu dinheiro com esta plataforma. Tal como o Twitter que tem um enorme potencial que ainda não se materializou em Retorno de Investimento, o mesmo acontece com o YouTube.

O Twitter triplicou os tweets na plataforma e o YouTube é a maior plataforma de partilha de vídeo online com mais de 24 horas de vídeo inseridas no site por minuto e tendo ultrapassado os 2 biliões de visualizações por dia em Maio de 2010. Mas o problema destas plataformas de redes sociais é não conseguirem tornar o seu potencial em modelo de negócio lucrativo, pelo menos para já. Este grande potencial mas fraca concretização é, aliás, uma das previsões para 2011 da Consultora Deloitte.

A Google está já há algum tempo a estudar projetos que resultem na concretização de retorno do potencial do YouTube e indicou recentemente uma renovação desta plataforma, seguindo o modelo Freedum (um misto de conteúdos gratuitos e pagos). Assim, a aposta passará por “conteúdos televisivos produzidos profissionalmente para reforçar o YouTube.” (…) nos quais se incluem “a introdução de canais temáticos para áreas como artes e desporto, sendo que, cerca de 20 desses canais irão apresentar algumas horas de conteúdos televisivos profissionais por semana, segundo noticiou o Wall Street Journal.” Estes canais serão lançados em versão premium e aproximarão o YouTube do Netflix, um distribuidor de conteúdos online norte-americano.

Potenciais “embaixadores” de marcas e presença online por género

Jovens online são potenciais embaixadores de marcas” diz o Fibra segundo um estudo da Omnicom Group. Já sabíamos mas este estudo, relativo aos EUA, vem confirmá-lo.

O estudo centra-se ainda na predominância da faixa etária feminina jovem “aproximadamente um quarto das raparigas entre 13 e 18 anos despende, pelo menos, 3 horas por dia online e outros 37% estão pelo menos 1 a 2 horas diárias a navegar na web.” De salientar que o Facebook e YouTube são as redes sociais que registam maior presença online relativamente a esta faixa etária.

Muito interessante é também a divisão por géneros sobre o acesso às várias redes sociais. A infografia é de 2009 e foi feita pelo site Information is Beautiful a partir da informação compilada por Brian Solis, com dados Google Ad Planner. Post descoberto em The Next Web. Post original de Brian Solis.

Pensar o YouTube

Introdução antropológica ao YouTube. Vídeo de 2008 por MICHAEL WESCH da Universidade do Kansas relativo a um trabalho de observação participante, em conjunto com o seu grupo de estudo de antropologia online.

Em: http://www.youtube.com/watch?v=TPAO-lZ4_hU&feature=channel

Ficam algumas ideias do autor:

Internet não é conteúdos (do ponto de vista antropológico), não é apenas informação, é, essencialmente, ligação de pessoas e uma ligação de formas que nunca tínhamos conhecido. Mais do que ferramentas de comunicação, os media tornam-se medidadores de relações humanas.

Uma forma diferente de mediaesfera em que o utilizador não só gera conteúdos mas também os distribui através da interligação de várias redes e do aparecimento de sites que juntam conteúdos, tags ou links como o del.icious.

Há uma inversão cultural – cada vez nos individualizamos mais mas, ao messo tempo, cada vez temos também maior necessidade de pertencer a comunidades. Individualistas em busca de ligações, seres independentes em busca de relações fortes e comercializáveis em busca de autenticidade – a realidade actual.

Sempre que se fala para uma webcam não sabemos para quem estamos a falara, para onde falamos, nem sequer quando vamos ser ouvidos (colapso do contexto). No entanto, este potencial de vazio, a ideia de que todos vêem mas ninguém está, efectivamente, do outro lado quando estamos a comunicar, pode resultar em vídeos auto-reflexivos, sem medos ou vergonhas e até em ligações e reflexões mais profundas.

YouTube é também capacidade de colaboração, de motivação para uma acção. É muitas coisas mas nunca poderá ser uma: aquilo que queremos que seja. Uma vez na rede, o conteúdo poderá ser entendido de formas diferentes e até remontado com sentidos contrários ao que originalmente quisémos dar-lhe.